Ensaio Book Ana diária 1

Ensaio Book Ana diária 1
31 de outubro de 2012
"I just wanna be free. I just wanna be me."
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

FefêForever!


Nos dias de hoje está cada vez mais difícil construir um relacionamento verdadeiro. Seja o tipo de relacionamento que for. Amoroso. Profissional. Amizade. Tá tudo muito complicado. Então, quando encontramos um que se salva, precisamos nos entregar por completo!
Eis que, muitos deles tendem a começar de formas, no mínimo, peculiares. Como um dos que aconteceram na minha vida... Certa vez soube que uma menina do meu colégio estava freqüentando o salão de beleza da minha mãe. Uma menina da qual eu nada gostava. Através da mulherada da estética fiquei sabendo que ela também não ia muito com a minha cara. Bom, até aí tudo bem.. afinal, várias pessoas já me disseram que eu tenho um jeito de nojenta que faz com que, à primeira vista, muitos não gostem de mim. Deixei aquilo meio pra lá. Nem dei bola, mas também não gostei muito dela estar cortando o cabelo com a minha mãe. Todo caso, deixei, né?
Como se não bastasse saber que poderia encontrá-la a qualquer momento ali pelo salão. Me inscrevi em um curso pré-vestibular que estava abrindo no bairro e, no primeiro dia de aula, para minha surpresa, quem eu encontro??? Ela! A mesma menina!!! Que pavor me deu. Mas engoli a seco, dei oi, conversei, meio que me juntei só pra não parecer muito perdida e enfrentei a situação de peito cheio.
Foi aí que tudo começou...
Surpresa maior foi quando os dias começaram a passar e de repente ela estava sentada comigo na sala da minha casa comendo e falando sobre a vida. Conversamos sobre tudo!! E quanta coisa a gente tinha em comum e não sabia. Quanto tempo de amizade a gente perdeu uma odiando a cara da outra. Nossa! Sem falsas declarações, acho que ela foi a amizade mais rapidamente sintonizada da minha história. Sei lá. Quase não sei como explicar. Parece que a gente simplesmente rompeu aquela barreira do ódio e, na primeira palavra que trocamos uma com a outra. Pronto! Tava ali a sintonia, tava ali a amizade. Foi, literalmente, instantâneo.
Dali pra frente tem história pra contar. Cursinho regado a muitos churrascos e festas malucas. Brigas com outras meninas com as quais até hoje não falamos mais. E quem tinha motivos para brigar era ela, mas eu comprei a briga junto e não quero mais saber dessas outras! Mudanças de cursinho. Vestibular. Namoros conturbados. Rompimentos. Ela namorando sério (e até hoje!). Nossos cafés todas as semanas no mesmo horário, no mesmo lugar, regados a bate-papos deliciosos, interessantes e confidências. Escolhas de profissão. Faculdade. Trabalhos. Mais festas. Um breve afastamento. Mas aquela certeza de que uma sempre estaria ali para a outra. E agora estamos novamente próximas, novamente juntas e continua tudo igual! Lembra quando nos encontramos no início do ano depois de, sei lá, um ano sem nos vermos?? Que nos sentamos em um boteco ali na Getúlio e foi um chopp atrás do outro e a conversa rolando solta como se nunca tivéssemos deixado de falar. Foi um descarrego dos dois lados e nenhuma das duas deixou de contar nada uma pra outra. E que histórias tínhamos pra contar, hein? E uma apoiou a outra em tudo. É simples assim. É verdadeiro!!
Às vezes eu volto a me perguntar pq será que demoramos tanto tempo para conversarmos? Podíamos ser amigas desde os tempos do colégio. Depois me pergunto pq deixamos nos afastar um ano e pouco? Pq isso?? Mas tudo bem... acho que são fases da vida. Fico mesmo tranqüila pq, de verdade, nunca me preocupei em estar afastada sempre soube que fosse o tempo que fosse, a distância que fosse, fosse o que fosse!... Nós sempre estaríamos ali uma para a outra. Amizades verdadeiras transpõem tempo, lugares, dificuldades. Amizades verdadeira são pra sempre, são em qualquer situação. E é isso que a gente tem!
Que coisa boa ter vc de volta por perto! Agora é certo que todas as minhas primeiras quintas-feiras do mês serão especiais e divertidas como foi a de hoje. E espero que possamos nos ver mais do que isso, né? Me esforçarei para tal. Mas volto a dizer, no meio dessa loucura da vida, é muito bom poder ter essa certeza que sempre terei amigas como vc na minha estrada.
Lembro das tantas coisas que aconteceram com a gente e fico imensamente feliz em ver que estivemos juntas nessa caminhada... e que venha muito mais pela frente!
Não sei como dizer em palavras o quanto vc é especial para mim e o quanto eu te amo! Acho que já tivemos alguma conversa semelhante a isso. Talvez até no dia do chopp de reencontro. Hehe. Não sei dizer o que acontece, mas minha ligação com vc é muito forte, como se fosse uma irmã pra mim, uma pessoa que eu conheço e que me conhece há muito tempo. É, deve ser coisa de outras vidas. É uma sensação de conforto, carinho e confiança muito fortes. Sei lá, é tão fácil estar com vc. Até quando não temos assunto eu me sinto bem! Ou quando falamos um monte, como hoje, é muito bom poder filosofar sobre o futuro das próximas gerações, debater sobre cinema, pensar sobre as verdades e as mentiras do espiritismo e dos extraterrestes, contar sobre nossos relacionamentos, viajar sobre nossas histórias do passado, é muito bom poder se sentir a vontade pra falar qualquer coisa... e com vc eu sinto assim! Posso falar de qualquer coisa ou posso até não falar, não importa, vai estar bom! Sério, não sei dizer como é. Não sei dizer o que acontece. Não tem palavras certas pra falar. Só sei que tenho o maior orgulho de dizer que eu sei que é verdadeiro! A mais pura e verdadeira amizade!
Do ódio ao amor. Demoramos pra encontrar uma a outra, mas agora temos uma ligação para todo sempre! E é isso que importa! Uma apoiando a outra. Sempre amigas, acima de tudo!
Esse post é para a minha grande amiga e, hoje fã declarada do meu blog (ai, fiquei muito feliz quando vc falou tudo aquilo do blog!! Obrigada!), é pra vc Fernanda Nasi, a Fefê. Espero que tenha gostado. Acho que nenhum texto ficará a altura da pessoa maravilhosa que vc é e do quanto eu te admiro e te amo! Mas fica aqui um suspiro sincero da amiga Pam!

Beijos, pessoal!
Boa noite!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amizades e planos cinematográficos

Ô beleza! Os dias estão passando rápido. Muito mais rápido do que nos anos anteriores. Acho que essa é uma tendência natural das coisas. O fato é que, em meio ao meu muito o que fazer e ao meu nada o que fazer, os dias se passaram e eu estou aqui, postando quase uma semana depois do meu último imenso texto. Nossa! Eu escrevi mesmo demais na última vez. Mas tinha que ser daquele jeito. Eu voltei de viagem com a cabeça cheia, era muita coisa pra dizer, eu sentei, escrevi e postei. Mal passei os olhos de novo para revisar ou para qualquer coisa. Eu nem teria como diminuir a quantidade de texto, tinha que ser aquilo, porém, eu tenho noção de que, textos assim, tão extensos e filosóficos não possuem público e, para quem escreve um blog, o mais importante são as pessoas que lêem o que se escreve. Por isso, estou com novas idéias. Mas, antes de contar o que pretendo fazer com esse espaço, quero expressar algumas coisas sobre SURPRESA e AMIZADE.
Nessa semana que passou eu tive a oportunidade de me encontrar, em dias diferentes, com três grandes amigas minhas. Uma que conheço há muitos anos. Uma que conheço há alguns poucos anos. E outra que conheço há alguns meses. Três diferentes amigas. Diferentes fisicamente. Diferentes na personalidade. Diferentes na maneira de pensar. Diferentes. E todas muito minhas amigas. Me surpreendi muito mais do que positivamente ao sair com essa minha amiga que conheço há alguns meses, pois, em algumas horas com ela durante a tarde, pude vivenciar momentos muito especiais. Risadas, passeios, comidas, algumas situações desastradas, boas conversas e aquela sensação constante e confortável de estar com alguém agradável e inteligente e, o principal, alguém que a gente gosta de ter por perto. Eu sempre soube que essa menina era especial. Nossa amizade aconteceu de maneira muito peculiar. Ela diz que não gostou muito de mim na primeira vez que me viu. Eu confesso que, nesse dia, eu estava mesmo muito avoada, com a cabeça em outros lugares, provavelmente tenha sido um tanto quanto antipática. Mas, quando nos encontramos naquele divertido e cheio set de gravações, de repente a gente se “achou”, e daí foi instantâneo aquele simples gostar. A gente se deu bem e agora somos super amigas. Eu digo super amigas porque é exatamente assim que eu me sinto. Tem pessoas que não precisam de muito tempo para conquistarem nossos corações, são pessoas tão especiais e que, de alguma maneira, se conectam com a gente que a amizade fica fácil, é algo natural. Eu sempre soube que ela é especial, mas, nessa tarde ela me surpreendeu com sua conversa inteligente, seus planos bem construídos para o futuro, suas idéias, seus sonhos, sua personalidade e seu modo maduro e consciente de ver as coisas. A Vê vê tudo com muita esperteza e inteligência, ela sabe o que quer e ela não tem medo de correr atrás através do esforço e do estudo. Eu já gostava dela antes, mas depois de conhecê-la assim no seu íntimo, eu senti um imenso orgulho em tê-la em minha convivência. Amigas assim valem ouro e eu encontrei mais uma que para sempre levarei comigo.
As outras duas já são aquelas amigas de longa data. Irmãs. Confidentes. Incomparáveis. Insubstituíveis. Indispensáveis. Pedaços de mim.
Uma delas me proporcionou momentos extraordinários no “maravilhoso” shopping Praia de Belas num final de tarde. Almoçando, hein? Não… comprando sutiã na Renner. Hehehe. Ri muito. Riso fácil. Amizade completa. É o se sentir bem desde o momento em que nos encontramos na frente da Saraiva. Abraço. Que saudade! E já estamos colocando o papo em dia. Não dá pra viver sem Mila. E não estou falando da margarina não. Estou falando de uma mulher cor de cuia que é a minha tetéia. Mexeu com a Mila. Mexeu comigo!
A outra é a melhor. A amiga de tantos anos. De tempos ruins e tempos bons. De filmes caseiros e de filmes da faculdade. Companheira fixa de críticas cinematográficas e televisivas. Aquela que eu posso contar para todos os momentos e para o que quer que seja. Minha irmã morena. Entre tantas diferenças, encontramos a mais plena amizade. Nossos opostos se completam e nossas semelhanças nos engrandecem. Como eu ri na madrugada em que pela milésima vez na nossa existência, decidimos ver um filme de terror com chances gigantescas de ser ruim… e era! Péssimo! Mas eu ri muito. Zumbis arrasando! Definitivamente aquela que eu com certeza vou “incomodar” para o resto da vida. Minha futura cirurgiã plástica. E para sempre o Mel da minha vida.
Três gerações de grandes amigas para mim. Três pessoas que já fazem parte da minha vida e que ocupam lugares importantes no meu coração. Três amigas que eu quero ao meu lado hoje e sempre. Contem comigo para o que der e vier! Amo vocês!
Bom, com a minha amiga de longa data pude conversar sobre esse blog onde vos falo nesse instante e resolvi seguir a sua sugestão que, na verdade, acho que sempre foi a minha maior vontade. Sou uma viciada em críticas de cinema. Como disse na primeira postagem, eu não apenas vejo os filmes, eu sinto os filmes. E cada um deles proporciona uma série de pensamentos e sentimentos dentro de mim. Até dos piores filmes eu consigo tirar boas reflexões. Minha intenção com o blog era fazer uma descarga de pensamentos e idéias soltas, mas diante do meu enorme texto anterior que, acho que se perdeu em alguns momentos, decidi que farei minhas reflexões sempre através de algum filme que eu tenha visto. Ando assistindo a muitas coisas diferentes e tenho certeza que terei boas discussões a trazer em pauta. Vou juntar então a minha paixão por simplesmente escrever, com a minha paixão por refletir com os filmes e obvimente com a minha paixão por cinema! Nos vemos em breve para conversar sobre a vida através da arte. Até logo!
Beijos, Pam!