Ensaio Book Ana diária 1
31 de outubro de 2012
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
CrazyStupidLove
Aproveitei essa quarta-feira para tirar um dia pra mim. Ao ver o belo sol que estampou o céu de Porto Alegre depois de dias intermináveis de chuva, tomei café da manhã e saí para caminhar. Voltei pra casa, arrumei algumas coisas, almocei e fui para o cinema. Sozinha. Eu e mais um monte de gente. Sinto uma estranha sensação de satisfação quando vejo a sala de cinema cheia quando estou para ver o filme de um artista/diretor/fotógrafo que gosto muito. Nesse caso, fã de carteirinha da linda e talentosa Julianne Moore, fiquei feliz ao ver a sala cheia! Gosto de ir no cinema sozinha, mas confesso que hoje, preferia estar acompanhada, senti um apertinho por conta disso, mas me enfiei no saco de pipoca e no meu balde de refrigerante e entrei no filme.
E que coisa boa é poder assistir a algo como Amor à toda prova!! As partes engraçadas estão garantidas só por conta do Steve Carell, mas todo o resto do elenco também diverte e provoca boas risadas. Ryan Gosling já provou também ser um ótimo ator e mais uma vez surpreende ao apresentar um personagem cheio do estilo. Emma Stone vem ganhando espaço e representa a parte fofa do filme, uma graça. Vale a pena lembrar que Steve e Julianne têm três filhos na trama, salientando o menino que interpreta um jovem de 13 anos apaixonado, intenso e romântico.
A história do filme é sobre um casal que está junto desde seus 15 anos nos tempos do colégio (Steve e Julianne). Depois de quase 25 anos de casados, ela entra em uma crise da meia-idade, trai ele e pede o divórcio, desesperada sem saber o que fazer da sua vida. Ele fica sem chão, desmorona, não acredita que está perdendo sua mulher, a única com quem já esteve. É no meio dessa depressão toda que, em uma badalado bar, ele conhece o personagem de Ryan, um conquistador barato cheio de lábia e charme que propõe a ele ajudá-lo a redescobrir a sua virilidade. Assim, ele se redescobre como homem, compra roupas novas, passa a ter uma nova atitude, se divertir e conhecer muitas novas mulheres. Mas mesmo depois de tantas novas experiências, ele não consegue deixar de sentir falta e de amar sua mulher. Acontece que, para os dois ficarem juntos, existem muitos obstáculos pelo caminho e o filme é cheio de pontos de viradas surpreendentes, uma trama cheia de surpresas onde divertidamente tudo vai se encaixando de uma maneira muito sutil, inesperada e muito engraçada, tanto que aparece até um espaço para relembrarmos a clássica cena final da dança de Dirty Dancing. E sim, isso casa muito bem dentro da trama!! Sem contar que, além das boas risadas, ainda é possível tirar bons pensamentos sobre a existência da nossa verdadeira alma gêmea e da existência de um único amor que não tem idade pra chegar e que supera qualquer dificuldade que seja. Quando é para duas pessoas ficarem juntas, não importa as tempestades, obstáculos e trapalhadas que tenham que vir, o amor sempre supera qualquer coisa! Lindo demais! Tá certo que hoje eu tô mais manteiga derretida do que nunca e, é claro, que me emocionei... mas, de fato, garanto: o filme é mesmo muito divertido e muito fofo! Vale a pena encontrar uma brecha na agenda e correr até o cinema pra se distrair um pouco com uma boa comédia romântica, com ótimos atores e uma história legal. Indico com toda absoluta certeza!
Fiquei bastante tempo sem aparecer e não tenho desculpas para isso. Acho que foi preguiça mesmo, mas hoje senti vontade de escrever e achei que esse filme valia a pena um post.
Ahhhh! Lembrando que, quem clicar na fotinho do filme ali em cima, que aparece a Emma e o Ryan, vai dar no link do trailer de AMOR À TODA PROVA no Youtube, uma provinha do que o filme todo é! E garanto, as melhores cenas não estão todas no trailer! Tem muuuitooo mais no filme na íntegra!
Nos vemos por aí!
Beijos à todos!
E muitos outros beijos super especiais para ela. estou com saudades.. beijo beijo!
Fui!
Pam
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Com amor e outras drogas te amarei para sempre
Primeiro, muito feliz com a indicação de melhor filme no Oscar para o divertido e bem construído "Minhas mães e meu pai".
Segundo porque comecei meu dia assistindo ao sensível, inteligente e apaixonante "Te amarei para sempre".
Terceiro porque acabei meu dia assistindo - no cinema - a pré do incrível, tocante, lindo e igualmente apaixonante "Amor e outras drogas".
Este último preciso dizer que é um verdadeiro show! Elenco ótimo. História bem construída. Tocante mesmo. Emocionante. Incrível! Aquele tipo de filme que você se joga na história. Ok... a fórmula até pode ser a mesma dos filmes água com açúcar. Mas em algum ponto que não sei dizer bem qual é, a gente simplesmente esquece desses detalhes e se joga. Sério... o filme te suga pra dentro daquela encantadora história de amor. Impossível não se envolver. Sem contar as maravilhosas - e sutis - cenas de sexo do casal. De tirar o fôlego! E sem desprezar também as ótimas piadas que fizeram o cinema todo rir em vários e vários momentos do filme. Muito, muito, muito bom! Um ótimo entretenimento inteligente, revigorante e divertidíssimo em todos os sentidos que você possa imaginar! Indico totalmente!
Não poderia ir dormir sem deixar pelo menos uma nota breve sobre esses filmes.
E quero registrar uma frase dita no "Amor e outras drogas" que ficou muito na minha cabeça porque diz tudo sobre mim, sobre o meu momento, é algo mais ou menos assim:
"Conhecemos e nos relacionamos com milhares de pessoas e nenhuma delas nos sensibiliza. Então conhecemos uma pessoa e ela muda nossa vida para sempre."
É exatamente assim como eu me sinto. Grata. Feliz. Apaixonada. Essa uma pessoa apareceu pra mim e mudou minha vida para sempre. Ela deixa tudo melhor a cada dia!
Romântica assim vou deixando meu boa noite! O tão breve possível venho falar mais desses filmes, do Globo de ouro, dos indicados para o Oscar 2011 e o que mais vier nessa cabecinha aqui!
Até breve!
Boa noite!
Beijos,
Pam
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
PLIM!!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Essa loucura toda
Contei tudo bem resumidamente porque não acho que seja necessário entrar em maiores detalhes. Fiquei bem satisfeita com essa rodada de filmes, porque pude estar diante de culturas diferentes, contadas de maneiras totalmente distintas e, mesmo que não tenha gostado de todos os filmes completamente, com certeza cada um deles me trouxe alguma reflexão ou sei lá, alguma coisa. Me senti super bem depois de assistir a filmes tão diferentes. Foi uma experiência e tanto. Mas, pra ficar uma dica mais consistente, se fosse para eu indicar que vejam, diria para conferirem: Carne trêmula e Maus hábitos. Vale a pena!
domingo, 19 de setembro de 2010
Special to me in my life...
One time I needed you,
In a very unusual way,
You were my friend.
Maybe it lasted a day,
Maybe it lasted an hour,
But somehow it will never end.
I think I'm in love with you,
In a very unusual way,
I want to cry.
Something inside me goes weak,
Something inside me surrenders,
And you’re the reason why,
You’re the reason why.
You don’t know what you do to me.
You don’t have a clue.
You can’t tell what it’s like to be me
Looking at you.
It scares me so that I can hardly speak.
I owe what I am to you.
Though at times
It appears I won’t stay,
I never go.
Special to me in my life,
Since the first day that I met you.
How could I ever forget you,
Once you had touched my soul.
In a very unusual way,
You’ve made me whole."
terça-feira, 20 de julho de 2010
Dear...
De repente eu tô aqui. em Torres. onde, no verão tava tudo atrapalhado (de novo, como agora) e, nessa época a gente tentou se afastar. não deu. a gente tava longe, mas falávamos sempre. só que no verão a praia tava um agito. era mais fácil. Agora tô aqui. na beira da praia. imensidão. vazio. silêncio. vento. pedras. mar. Quase igual a mim: imensidão. vazio. um turbilhão de pensamentos. saudades de você. Acho que quem parar um pouquinho aqui, fechar os olhos e silenciar vai escutar a inquietação maluca no meu peito.
Hoje de manhã assisti ao ótimo "Dear John" ou, para nós, "Querido John" e, de repente, vieram muitas coisas a minha cabeça. Tempo. Escolhas. Amor. Vida.
Ok, gente... eu faço cinema e sou metida a escritora desde, sei lá, meus 10 anos, eu viajo fundo na maionese, admito. Mas há quem diga que eu sou muito inteligente... bom, pelo menos eu me esforço pra isso. Gosto muito de estudar, ver coisas, experimentar coisas, sentir, viver cada segundo, cada momento.
Meu último ano foi inesquecível porque eu senti, vivi, experimentei e amei cada segundo de tudo! até os momentos difíceis, até as brigas, os erros, os meus e também os defeitos alheios. cada coisinha foi (e é) especial. foi (e é) amada.
O filme me fez acreditar um pouco mais na minha terapeuta. Sim, deixa eu explicar. Em uma das minhas consultas, falávamos sobre almas-gêmeas, amor pra todas as vidas, a pessoa certa... Eu disse que, mesmo assim meio inconstante, festeira, maluca e sem religião, que eu acreditava nessas coisas... que eu acredito no amor verdadeiro e único. Até porque, eu realmente sempre fui de não me apaixonar. quando acontece pra mim é mesmo pra valer. é tudo muito intenso. é entrega. E, certas coisas a gente só sabe, só percebe e só entende depois de um tempo. A verdade é que a vida é mesmo assim, meio "incoerente", meio totalmente imprevisível... sim, porque idade não é parâmetro pra vivência de vida. Acredito que aprender é exercício de uma vida inteira, devemos sempre querer melhorar, descobrir, aprender, desde crianças até os últimos dias de nossas vidas. E a vida é muito louca, alguns aprendem mais cedo outros mais tarde, uns só descobrem com o tempo, outros já nascem tendo que enfrentar um monte de coisas.. nada é certo, não existe uma regra. E acho até que isso é o bonito da vida. ninguém é igual a ninguém, nenhuma história é igual a outra. é tudo uma grande surpresa! E eu posso dizer com todo orgulho que, no auge dos meus 22 anos eu já vivi muitas das coisas que eu sonhei, já tomei na cara, já aprendi, já caí e já levantei. então, fica mais fácil perceber certos acontecimentos. Foi então que, no meio da nossa conversa, eu falei pra ela que, às vezes, de verdade, penso que encontrei o amor da minha vida ano passado... mas que, volta e meia, paro pra pensar que posso ser muito nova pra já ter encontrado. E então ela me retrucou dizendo que isso é besteira! disse que amor não tem idade, nunca é cedo e nunca é tarde. e que, às vezes, não é fácil aceitá-lo, entendê-lo, percebê-lo. O filme hoje mostrou muito disso, sabe? O amor, aquele único e verdadeiro. A entrega. As escolhas. As brigas. As palavras ditas. Os erros. As lembranças. A sintonia. O distanciamento. Tempo. Ainda amor. Vida real.
Não quero detalhar o filme porque muitos podem ainda não ter visto. Também não quero ficar comparando minha vida com filme... não sou mais nenhuma adolescente sonhadora. pelo contrário, meus pés estão super no chão, nos projetos que estão acontecendo, na produtora que tá crescendo, no telefone que toca com ofertas de emprego. cada dia tenho mais certeza que escolhi a profissão certa, faço o que amo. e o futuro me espera... que seja promissor! E então vou percebendo que trabalho no que eu mais amo e sempre quis. Estou mais madura diante dos problemas e das dificuldades. Estou mais forte, mais segura, mais independente, mais feliz quem sabe? Talvez... só que agora... agora tá faltando meu amor. Dizem que é na falta que a gente sente quando algo ou alguém é realmente importante pra nós. Eu sempre soube que era importante e realmente sempre pensei ser meu grande amor… só que agora isso está mais forte pra mim. “Sinto tanto sua falta que dói…”. Nunca foi tão difícil ficar longe de alguém. Nunca senti tamanho vazio. Não sei como será daqui pra frente. afinal, às vezes amar não basta. As escolhas, as dificuldades, as decisões… às vezes a vida apronta pra gente e desvia os caminhos. Mas desvios são temporários, uma hora a gente se encontra de novo. Nunca é muito cedo. Nunca é muito tarde para amar.
Falando assim parece bobagem. Às vezes até mesmo eu me acho meio boba, mas gostar, na verdade, é mesmo meio bobo, né? É muito forte o que eu sinto aqui dentro de mim, é tanto sentimento que julgo imposível verbalizar tudo que sinto. É meio enlouquecedor, eu diria. Volta e meia até perco a cabeça. Sei lá. É tudo muito doido. Vida doida essa. Cazuza já dizia. a gente já dizia. Espero que nosso desvio não seja muito longo e que em breve voltemos a nos cruzar nessa estrada.
Sinto tanta saudades…
Eu estou me sentindo tão triste. vontade de gritar. mas ao mesmo tempo parece que tem uma pedra sobre mim. uma frieza. um vazio. uma agonia inquieta. Antes disse estar em um curto-circuito. pode ser que seja isso. tô biruta... acho que a casca tá grossa demais.
Agora. aqui. de frente pro mar estou procurando um pouco de paz. um desabafo qualquer. um choro qualquer. um cantinho das nossas lembranças. um sorriso seu. Sei lá. Sei que estamos muito longe, mas algo me diz que, volta e meia, nossa sintonia nos coloca perto outra vez. Eu acredito em encontro de almas, encontros que vão além do plano físico. Foi assim com John e Savannah e é assim com a gente. Encontros e desencontros. outro filme. outra verdade. Só sei que… “Nos vemos em breve então…”
Tomara que sim.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Terror, amor
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Piloto automático
quinta-feira, 18 de março de 2010
All you need is love!
Se pararmos pra pensar, todo amor começa do nada. A pessoa amada, de início, é um completo estranho do qual nada sabemos, nada entendemos, mas que, de alguma maneira, causa em nós um certo fascínio. Às vezes a primeira vista. Às vezes aos poucos. Às vezes pra sempre.
“Hello, stranger.” Início que marcou o filme “CLOSER” e que, para mim, retrata perfeitamente o início de uma inusitada paixão. Dois completos estranhos andando nas ruas movimentadas da cidade grande que se conhecem ao acaso e, não por acaso, iniciam um relacionamento e ficam juntos por um bom tempo intenso em cada segundo. Entre idas e vindas, casos, acasos, traições, brigas, amores, desamores e completa tensão. “CLOSER”, para mim, é um dos filmes que melhor fala sobre “os problemas” de amar. Afinal, nem tudo são flores, nem tudo sempre é só amor em um relacionamento. Amar e ser amado são tarefas complicadas. De repente percebemos que aquele “estranho” virou um alguém de tamanha importância que, simplesmente, não podemos mais viver sem.
O mais incrível de tudo é que essa pessoa de repente vem através de um alguém que a gente nunca imagina que pudesse conhecer de perto, se interessar, se afeiçoar, ser um verdadeiro amor. E quando eu falo disso, me vem a cabeça o maravilhoso “O encantador de cavalos” que traz um Robert Redford no papel de um homem do campo, encantador de cavalos nada amistoso e uma Kristin Scott Thomas totalmente urbana, cheia de neuroses e inquietações. Duas pessoas completamente diferentes, mas que por razões do destino se encontram e descobrem o verdadeiro “soft place” um do outro. Numa das cenas mais envolventes que já vi, os dois dançam juntos sem dizer uma palavra sequer e, pelos leves movimentos corporais, mãos, pernas, respiração, olhares, percebemos a verdadeira paixão à flor da pele. Ela está ali para ajudar a filha e seu foco não muda, mesmo apaixonada ela prefere dar prioridade a família e volta à cidade deixando seu amor para trás.
Eu me pergunto se isso é certo ou se é errado?? Acho que tudo na vida tem o momento e a hora certa para acontecer e acho que muitas vezes o que queremos não é a melhor decisão a ser tomada. Nesse sentido preciso abrir um parênteses rápido para falar da minha personagem preferida na história das séries e filmes, a Samantha ( Kim Cattrall em “Sex and the city”) é a prova viva da mulher forte, independente, que curte a vida de todas as maneiras possíveis, hesitante no amor, mas apaixonada. A Sam se apaixonou três vezes, na minha opinião, durante o seriado inteiro, mas ela nunca deixou seus ideais e suas prioridades de lado, mesmo apaixonada ela sempre foi consciente em suas decisões. Impossível não se emocionar com a cena em que Richard consegue amolecer Samantha e fazer com que ela se entregue a paixão. Os dois vivem uma grande história de amor, mas por desgaste emocional, ciúme e medo, a Sam reúne suas forças e acaba o namoro. Às vezes eu penso que ela tomou a decisão errada. O Sex faz eu filosofar tanto, mas é sério, acho que ela deveria ter insistido um pouco mais... Por isso que fica essa questão do certo ou errado. Até onde está o limite do amor e dos ideais? Do coração e da razão? A linha é tênue e as decisões são capazes de mexer com nossos sentimentos mais profundos...
Mas é aí que entra a verdadeira atriz que compôs os papéis das mulheres mais fortes do cinema, Meryl Streep marcou com todas as mulheres que a vimos interpretando na tela. No belíssimo e fascinante “Entre dois amores” ela vive com Robert Redford um amor que demora a se desenrolar, os dois negam, evitam, desconversam até se entregarem a mais tórrida das paixões. Mas os dois têm personalidade forte o que causa conflitos, distância, problemas, mas o amor... ah! O amor daqueles dois! Ficou marcado na minha memória a personagem da Meryl esperando ele voltar das longas viagens e a chegada dele quando os dois sentavam horas para conversar, matar a saudade, se amar. Nossa! Química perfeita dos dois. Delicioso de ver.
Mas, o meu favorito, avassalador e inesquecível filme de amor, sem dúvida alguma é “As pontes de Madison” protagonizado também pela diva Meryl Streep, narra a clássica história de amor proibido, amor verdadeiro, amor “impossível”, amor eterno. A cena mais emocionante de todos os tempos, aquela que me deixou em completa agonia durante cada segundo é o momento em que a personagem da Meryl está dentro do carro com o marido e enxerga o amante e verdadeiro amor dela, interpretado por Clint Eastwood, na caminhonete em sua frente com a sua medalha presa ao espelho esperando que ela vá embora com ele. Ela está com a mão na maçaneta da porta, sem dizer nada, só através do olhar sabemos que ela quer ir com ele, mas não consegue deixar o marido e os filhos. O carro do amante vai embora e ao lado do marido ela chora. Impressionante, inebriante, apaixonante! Só de escrever eu já enchi os olhos de lágrimas.
Simplesmente complicado.
E é, a partir desse filme que lembro de “Chéri”, que também conta a história de dois apaixonados que não sabem “o que fazer com o amor”. O jovem em dúvida e enlouquecidamente apaixonado. Ela com medo do preconceito, com medo de privá-lo de outras histórias, com medo do que está sentindo. Julgo que a decisão dos dois foi uma das mais mal tomadas das histórias de amor. É estranho como às vezes o gostar demais atrapalha, acho que ficamos com a sensação de que não é normal gostar tanto e então temos medo.
Outro filme marcante é “Moulin Rouge” que também fala de paixão avassaladora, de preconceito, de muito gostar e muito temer. Primeiro a negação, depois a entrega e o desfecho triste.
Dizem que a arte imita a vida. Eu já tenho achado que a vida imita a arte. Pra mim tem sido assim. É tudo tão intenso, tão verdadeiro e tão especial que às vezes parece irreal como um filme... mas, na verdade, é tudo puro sentimento! Reparem que eu falei basicamente de histórias de amor que não são como contos de fada, são possíveis de acontecer, não para todos, mas possíveis de alguma maneira... histórias de amor complicadas, com finais tristes, dúvidas, inquietações, idas e vindas, medo. Começamos conhecendo uma pessoa em algum lugar qualquer, do nada (ou por tudo), nos afeiçoamos, nos apaixonamos, nos acostumamos ao que é bom, encontramos nosso porto seguro, dividimos nossas semelhanças e aprendemos com as diferenças, procuramos manter nossos ideais equilibrando com os ideais alheios, choramos a cada despedida, nos entregamos de corpo e alma a cada reencontro, aceitamos a paixão e vivemos todas as sensações de um grande amor, surgem as dúvidas e os medos então decidimos jogar tudo longe, sofremos, choramos, negamos a falta por algum tempo, mas é impossível esquecer um verdadeiro sentimento, às vezes fica difícil voltar e de repente desistimos, ou melhor, guardamos o amor... gostar demais incomoda, precisar de alguém incomoda, sofrer por alguém incomoda, mas será que é certo desistir? Todos esses filmes têm finais tristes ou, no mínimo, finais não perfeitos, mas todos eles retratam amores eternos, que vencem as barreiras do tempo e até mesmo as barreiras da morte.
Meryl Streep e suas personagens marcantes, mulheres a frente do tempo, apaixonadas, entregues. Robert Redford e seus personagens de amores mal resolvidos, charmosos, encantadores, solitários. Histórias que contam sobre sentimentos que duram uma vida e até mais do que isso. E que fazem a gente pensar sobre as decisões de nossas próprias vidas. Será que vale mesmo deixar um grande sentimento de lado para viver outras coisas? Não será possível unir os dois? Admiro e me espelho muito na Samantha, mas constantemente me questiono se às vezes não seria melhor ela simplesmente se entregar a paixão? Acho que temos uma tendência hoje em dia em não acreditar em nós mesmos e de repente nos travamos. Sendo que, é muito mais difícil viver negando, do que simplesmente deixar acontecer. Melhor pagar pra ver no que dá do que viver uma vida se arrependendo do que não foi feito. “Chéri” é um filme que ficou muito na minha cabeça porque fala exatamente sobre isso. Sobre duas pessoas que querem muito uma mesma coisa, mas que tem medo de realmente se entregar ao que estão sentindo ou porque acham que amar não basta e, por isso, decidem “se libertar”, um do outro, para vivenciar outras coisas. Só que, detalhe, tal decisão termina em tragédia. Acho que as coisas acontecem porque têm que acontecer. Não falam que quando estamos sofrendo, às vezes é melhor deixar doer? Pois eu digo, talvez às vezes, seja melhor deixar amar.
Simplesmente complicado. Simplesmente amor.
Peço perdão pelo texto enorme. Dizem que não se mistura negócios com prazer, né? Pois é.. eu misturei blog de cinema com sentimentos e pensamentos pessoais. Ficou tudo meio confuso, eu sei. Não é de se estranhar, é assim mesmo que a minha cabeça está, um turbilhão de pensamentos e confusões. Mas não podia deixar de escrever. Na verdade eu havia pensado em fazer uma análise diferente desses filmes, acabei indo por uma linha distante do que havia pensado, percebi e resolvi deixar assim. É complicado fazer uma resenha para todos esses filmes então deixo assim, mais pessoal do que cinematográfico. São filmes dos quais gosto muito e questionamentos que venho me fazendo em meio as minhas muitas perturbações e a imensa saudade que em apenas dois dias já me tomou por completo. O que vai além das palavras muitas vezes fala mais do que elas próprias. O que está nas entrelinhas é o que realmente importa... Texto doido. História louca essa, né? Quem precisa entender esse post e que vai perceber as entrelinhas, essa pessoa eu tenho certeza que vai ler, vai saber que é pra si e vai entender cada detalhe...
"I will love you until my dying day" *
Na próxima eu prometo que focalizo no cinema! Alguém tem algum pedido?? Estou pensando em trazer o gênero do qual sou fanática de carteirinha e no qual estou trabalhando dentro de um dos filmes que estou em pré-produção na faculdade. O que acham de um pouco de terror para o próximo post? Nos vemos em breve!
Beijos,
Pam
*and after this too!