Ensaio Book Ana diária 1

Ensaio Book Ana diária 1
31 de outubro de 2012
"I just wanna be free. I just wanna be me."
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CrazyStupidLove

Finalmente uma boa comédia romântica, merecedora de ser comentada. O novo filme AMOR À TODA PROVA, que estreiou nas salas de cinema aqui de Porto Alegre na última sexta-feira traz um elenco de peso estrelando uma história leve, engraçada, emocionante e divertida! Steve Carell, Julianne Moore, Ryan Gosling e Emma Stone são os principais nomes dessa gostosa trama.
Aproveitei essa quarta-feira para tirar um dia pra mim. Ao ver o belo sol que estampou o céu de Porto Alegre depois de dias intermináveis de chuva, tomei café da manhã e saí para caminhar. Voltei pra casa, arrumei algumas coisas, almocei e fui para o cinema. Sozinha. Eu e mais um monte de gente. Sinto uma estranha sensação de satisfação quando vejo a sala de cinema cheia quando estou para ver o filme de um artista/diretor/fotógrafo que gosto muito. Nesse caso, fã de carteirinha da linda e talentosa Julianne Moore, fiquei feliz ao ver a sala cheia! Gosto de ir no cinema sozinha, mas confesso que hoje, preferia estar acompanhada, senti um apertinho por conta disso, mas me enfiei no saco de pipoca e no meu balde de refrigerante e entrei no filme.
E que coisa boa é poder assistir a algo como Amor à toda prova!! As partes engraçadas estão garantidas só por conta do Steve Carell, mas todo o resto do elenco também diverte e provoca boas risadas. Ryan Gosling já provou também ser um ótimo ator e mais uma vez surpreende ao apresentar um personagem cheio do estilo. Emma Stone vem ganhando espaço e representa a parte fofa do filme, uma graça. Vale a pena lembrar que Steve e Julianne têm três filhos na trama, salientando o menino que interpreta um jovem de 13 anos apaixonado, intenso e romântico.
A história do filme é sobre um casal que está junto desde seus 15 anos nos tempos do colégio (Steve e Julianne). Depois de quase 25 anos de casados, ela entra em uma crise da meia-idade, trai ele e pede o divórcio, desesperada sem saber o que fazer da sua vida. Ele fica sem chão, desmorona, não acredita que está perdendo sua mulher, a única com quem já esteve. É no meio dessa depressão toda que, em uma badalado bar, ele conhece o personagem de Ryan, um conquistador barato cheio de lábia e charme que propõe a ele ajudá-lo a redescobrir a sua virilidade. Assim, ele se redescobre como homem, compra roupas novas, passa a ter uma nova atitude, se divertir e conhecer muitas novas mulheres. Mas mesmo depois de tantas novas experiências, ele não consegue deixar de sentir falta e de amar sua mulher. Acontece que, para os dois ficarem juntos, existem muitos obstáculos pelo caminho e o filme é cheio de pontos de viradas surpreendentes, uma trama cheia de surpresas onde divertidamente tudo vai se encaixando de uma maneira muito sutil, inesperada e muito engraçada, tanto que aparece até um espaço para relembrarmos a clássica cena final da dança de Dirty Dancing. E sim, isso casa muito bem dentro da trama!! Sem contar que, além das boas risadas, ainda é possível tirar bons pensamentos sobre a existência da nossa verdadeira alma gêmea e da existência de um único amor que não tem idade pra chegar e que supera qualquer dificuldade que seja. Quando é para duas pessoas ficarem juntas, não importa as tempestades, obstáculos e trapalhadas que tenham que vir, o amor sempre supera qualquer coisa! Lindo demais! Tá certo que hoje eu tô mais manteiga derretida do que nunca e, é claro, que me emocionei... mas, de fato, garanto: o filme é mesmo muito divertido e muito fofo! Vale a pena encontrar uma brecha na agenda e correr até o cinema pra se distrair um pouco com uma boa comédia romântica, com ótimos atores e uma história legal. Indico com toda absoluta certeza!


Fiquei bastante tempo sem aparecer e não tenho desculpas para isso. Acho que foi preguiça mesmo, mas hoje senti vontade de escrever e achei que esse filme valia a pena um post.


Ahhhh! Lembrando que, quem clicar na fotinho do filme ali em cima, que aparece a Emma e o Ryan, vai dar no link do trailer de AMOR À TODA PROVA no Youtube, uma provinha do que o filme todo é! E garanto, as melhores cenas não estão todas no trailer! Tem muuuitooo mais no filme na íntegra!


Nos vemos por aí!
Beijos à todos!
E muitos outros beijos super especiais para ela. estou com saudades.. beijo beijo!


Fui!
Pam

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Com amor e outras drogas te amarei para sempre

Que satisfação eu estou!!!

Primeiro, muito feliz com a indicação de melhor filme no Oscar para o divertido e bem construído "Minhas mães e meu pai".

Segundo porque comecei meu dia assistindo ao sensível, inteligente e apaixonante "Te amarei para sempre".

Terceiro porque acabei meu dia assistindo - no cinema - a pré do incrível, tocante, lindo e igualmente apaixonante "Amor e outras drogas".

Este último preciso dizer que é um verdadeiro show! Elenco ótimo. História bem construída. Tocante mesmo. Emocionante. Incrível! Aquele tipo de filme que você se joga na história. Ok... a fórmula até pode ser a mesma dos filmes água com açúcar. Mas em algum ponto que não sei dizer bem qual é, a gente simplesmente esquece desses detalhes e se joga. Sério... o filme te suga pra dentro daquela encantadora história de amor. Impossível não se envolver. Sem contar as maravilhosas - e sutis - cenas de sexo do casal. De tirar o fôlego! E sem desprezar também as ótimas piadas que fizeram o cinema todo rir em vários e vários momentos do filme. Muito, muito, muito bom! Um ótimo entretenimento inteligente, revigorante e divertidíssimo em todos os sentidos que você possa imaginar! Indico totalmente!

Não poderia ir dormir sem deixar pelo menos uma nota breve sobre esses filmes.
E quero registrar uma frase dita no "Amor e outras drogas" que ficou muito na minha cabeça porque diz tudo sobre mim, sobre o meu momento, é algo mais ou menos assim:


"Conhecemos e nos relacionamos com milhares de pessoas e nenhuma delas nos sensibiliza. Então conhecemos uma pessoa e ela muda nossa vida para sempre."


É exatamente assim como eu me sinto. Grata. Feliz. Apaixonada. Essa uma pessoa apareceu pra mim e mudou minha vida para sempre. Ela deixa tudo melhor a cada dia!

Romântica assim vou deixando meu boa noite! O tão breve possível venho falar mais desses filmes, do Globo de ouro, dos indicados para o Oscar 2011 e o que mais vier nessa cabecinha aqui!

Até breve!
Boa noite!
Beijos,
Pam

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PLIM!!


“Às vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada” essas foram (aproximadamente) as palavras ditas por Ketut para Liz em Comer, rezar, amar.
Plim! Aquela frase apareceu no telão e grudou na minha cabeça. A primeira coisa que fiz ao sair do cinema foi anotá-la em meu caderninho.
Comer. Rezar. Amar.
Descobrir. Encontrar a si mesmo. Entregar.
De repente eu me vi completamente envolta dentro do filme a ponto que, de vez em quando minha prima falava alguma coisa e eu respondia, mas nem sabia direito o que estava falando... eu realmente viajei junto com a Liz e aqueles personagens todos. Me emocionei com a coragem e com as experiências incríveis pelas quais aquela mulher passou.
Se eu pudesse. Ou melhor, se um dia eu puder. Gostaria também de poder fazer alguma coisa parecida com a que ela fez. A verdade é que as pessoas em um geral têm a tendência de nunca estarem satisfeitas com o que tem. Muitos por desprezo. Outros por desapego, talvez. Outros porque gostam de fazer tipo. E outros porque realmente ainda não têm algo que, do meu ponto de vista é essencial... auto-conhecimento! Isso foi uma das coisas que conversei (consciente) com a minha prima em um breve momento durante o filme. Ela me olhou e disse algo assim: “Ela tem dinheiro, trabalho, um monte de caras que estão a fim dela, tudo bem, tudo certo, mas ela não está feliz”. E eu respondi: “Isso é porque ela não está feliz com ela mesma. Eu sempre disse que as pessoas precisam primeiro ser felizes sozinhas, se conhecerem, entrar em contato com seu eu interior, pra depois ter o resto”. Eu sempre falo isso. Na verdade, acho que no cinema não falei com palavras tão complexas, mas, o que importa é que é esse o meu pensamento. E, hoje em dia, tá todo mundo sempre tão preocupado em seguir uma rotina, em fazer tudo como manda a regra, cumprindo tabus, olhando só para um mesmo lugar, entre outras loucuras humanas.. enfim, o fato é que simplesmente, quase sem querer, muitos se esquecem de viver. De se conhecer. De viajar pelo mundo e ver coisas diferentes. De saborear uma boa refeição. De experimentar bebidas. De se entregar ao verdadeiro amor. De se desafiar. De sentir. De seguir o coração e aquietar a mente.
Às vezes eu me sinto um pouco como a Liz porque volta e meia tenho uns rompantes... uns momentos de loucura... sei lá... uma incerteza muito grande diante das coisas... uma vontade de chorar... de fugir... não sei. Só que, ao mesmo tempo, eu consigo enxergar que, nos últimos dois anos da minha vida eu venho conquistando todas as coisas que eu sempre sonhei: minha profissão, planos de trabalho (sem rotina porque detesto), caminhos financeiros, venho me sentindo mais madura, encontrei o amor, a pessoa certa, a que eu sempre quis. Mas, não... não pensem que vou virar mais um robozinho igual aqueles seres-humanos de que falei ali em cima, não vou me esquecer de viver. O importante é sentir, renovar, amar todos os dias a pessoa que está ao seu lado de maneira tão intensa, entregue e verdadeira a ponto que a chama nunca apague, viver, viajar, ter história pra contar. Sempre pensei assim. Dá medo sonhar tanto, mas, de repente, parece tão certo e tão possível. Eu acredito.
Só que, mesmo com tantos sonhos realizados, planos e ideais, ainda assim os rompantes continuam acontecendo. Talvez seja só hormonal mesmo, essas coisas de mulher. Ou pode ser também que talvez eu não me conheça tão bem como imaginei que me conhecesse. Estranho isso, mas vendo o filme bateu uma vontade de tentar entender certas coisas que se passam aqui dentro. De meditar. De entrar em contato comigo. Acho que pode ser isso o que está faltando.
A Liz, mesmo quando se encontrou. Quando estava diante do amor da sua vida. Ela não conseguiu expressar seus sentimentos, não conseguiu embarcar com ele, simplesmente fugiu. Eu me sinto assim muitas vezes. Ta tudo ali, na minha frente. Pronto. Exato. Como sempre sonhei. O amor da minha vida. Tudo. Mas às vezes parece difícil expressar. Acho que, como ela, às vezes também tenho medo. A vida assusta. Mas eu quero entrar naquele bote!! Eu quero embarcar nessa. Quero muito. Mais que tudo..
Nossa! Esse filme me fez pensar em muitas coisas. Itália. Índia. Bali. Culturas diferentes. Religião. Amor. Equilíbrio. Tantas coisas tão exatas. Tantas coisas inspiradoras. É fato que o filme me trouxe uma vontade súbita (e louca) de auto-conhecimento, de meditação e até de religião. Mas, com certeza, o filme veio pra reforçar e pra me mostrar ainda mais claramente (se é que isso é possível) que tudo que eu sempre busquei está vindo até mim, muito antes do que eu poderia sonhar. Eu venho buscando o equilíbrio há bastante tempo até... De loucuras, minha adolescência ficou farta. Entrei na vida adulta atrás do equilíbrio e acho que venho estabelecendo ele aos poucos. Confesso que, mesmo sentindo tão intensamente, tive medo de tamanhos sentimentos, tamanho amor esse que invadiu minha vida. No meio de toda a minha busca pelo equilíbrio me surgiu o mais verdadeiro amor que eu poderia imaginar e sim, deu medo. Acho que por isso a frase foi importante pra mim, foi um conforto, uma paz e veio pra me dar forças a minha certeza de investir no que eu sinto aqui, no coração... esse é quem nos guia pelos melhores caminhos. “Às vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada”. Nosso equilíbrio está a salvo. Por amor tudo vale e tudo se complementa.
Que satisfação assistir a esse filme.
Bom, não preciso nem comentar que ele ganhou a maratona disparado, né? Então.. é com muita desilusão que eu digo que essa foi a pior de todas as maratonas. A lista ficou: Comer, rezar, amar – Atividade Paranormal 2 – O solteirão – Tropa de elite 2 – Homens em fúria. Ok. Admito que Tropa de elite 2 foi bom, mas acho que não é o filme em si que é bom, e sim a crítica social que ele traz, essa sim é genial! Mas isso é papo pra outro dia. O terror deixou MUITO a desejar. O último, olha, não chegou a estragar a noite, mas com certeza chateou a minha noite, muito ruim. E nem mesmo o maravilhoso Michael Douglas deixou O solteirão mais interessante, o filme é muito estranho, terei que pensar melhor sobre ele.
Acho que é isso. No meio desse turbilhão emocional que venho vivendo nos últimos dias, Comer, rezar, amar veio como um suspiro de pensamentos positivos e uma certeza (mais forte do que nunca) que tudo depende da gente querer e viver. Com vontade. Com amor. Com coração.
Tô super cansada. Já é mais de uma hora da manhã. Mas meu coração estava inquieto querendo falar. Como sempre escuto o bichinho, vim fazer o post antes de dormir. Sei que foi um pouco longo, mas espero que gostem.
Beijos e até a próxima!
Pam

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Essa loucura toda


Nas últimas semanas eu estive vendo vários tipos diferentes de filmes, em gênero, etnias e abordagens. Comecei com o brasileiro Como esquecer, uma história de amor (e dor) de temática homossexual sobre uma professora que tenta se recuperar da perda de um grande amor com a ajuda dos amigos e também de uma nova mulher que entra em sua vida. Depois fui para um americano básico Juntos pelo acaso com a talentosa Katherine Heigl – de quem sou fã desde sua personagem no Grey’s Anatomy, o filme é, aparentemente, uma comédia romântica cheia de coisas para rir como a Katherine vinha trazendo em seus últimos (ótimos) trabalhos. Mas não. O filme beira um drama, alias, ele é bem triste, na verdade. É sobre um casal de padrinhos (que se odeiam) e ficam responsáveis por uma bela neném quando os pais dela (melhores amigos deles) morrem. Depois o resto é romance água com açúcar (gostosinho), mas é bastante triste. Tenho dúvidas ainda sobre o que achei do filme. O que mais gostei, com certeza, foi da companhia que esteve comigo no cinema. ;) No outro dia caí de pára-quedas no sofá da casa da Melina para assistir ao surpreendente filme mexicano Maus hábitos que conta a história chocante de três mulheres que vivem diferentes tipos de distúrbios alimentares. Um soco no estômago, de fato. Mas um ótimo filme! Muito bem construído, decupagem inteligente, belíssima fotografia, roteiro instigante, final interessantíssimo. Gostei muito. Vou ver se descubro mais coisas a respeito e em seguida falo para vocês. Continuando, na segunda-feira agora sentei aqui em casa e assisti sozinha, primeiro ao filme espanhol sensual, surpreendente e quente Carne Trêmula do Almodóvar que é sobre as idas e vindas do amor e do sexo perante as viradas e os obstáculos da vida. E em seguida, engatei o francês Delicatessen – que estava na minha gaveta há mais de um ano, porque eu usaria ele como referência de fotografia para um filme que acabamos não fazendo, demorei pra assistir mas agora foi – conta sobre as crises de um França decadente onde um grupo de moradores (bizarros) de um prédio acobertam um maluco açougueiro (que trabalha no andar térreo) que contrata ajudantes com o único objetivo de matá-los para depois vender e comer suas carnes. Total humor-negro, porém, confesso que gostei muito da fotografia, mas o filme, a meu gusto, deixou a desejar. Hoje terminei minha maratona de filmes loucos com o coreano Time – que, confesso, também estava guardado na minha gaveta.. esse há 2 anos. Foi sugestão para referência na época que estava escrevendo o meu documentário Nos limites da perfeição – o filme conta a história de uma mulher que tem sérios problemas com sua auto-estima e que não consegue confiar no namorado, acreditando que ele a deixará a qualquer instante porque ela tem um rosto muito comum; inconformada ela some da vida dele e paga um cirurgião plástico para que mude completamente o seu rosto, um tempo depois ela procura o ex-namorado e ele se apaixona por ela (por quem ela é agora), mas as coisas não saem como ela havia planejado. Contei esse último mais detalhadamente porque a história é mesmo muito interessante, entretanto, preciso dizer que esse também deixou a desejar. Não sei. Achei algumas coisas um tanto quanto confusas. Alguns planos que pareciam estar fora do lugar. Algumas repetições desnecessárias de cenas. E, sim, aqueles rostinhos tudo meio parecidos me confundiram um bocado. Dali a pouco eu não sabia quem tinha feito ou não cirurgia plástica, não lembrava quem eram os personagens e já me perdia no que tava acontecendo. Foi meio difícil assistir ao filme. acreditem.
Contei tudo bem resumidamente porque não acho que seja necessário entrar em maiores detalhes. Fiquei bem satisfeita com essa rodada de filmes, porque pude estar diante de culturas diferentes, contadas de maneiras totalmente distintas e, mesmo que não tenha gostado de todos os filmes completamente, com certeza cada um deles me trouxe alguma reflexão ou sei lá, alguma coisa. Me senti super bem depois de assistir a filmes tão diferentes. Foi uma experiência e tanto. Mas, pra ficar uma dica mais consistente, se fosse para eu indicar que vejam, diria para conferirem:
Carne trêmula e Maus hábitos. Vale a pena!
Bom, amanhã é dia de maratona de cinema, no cinema! Provavelmente a última durante um bom tempo. Devido aos trabalhos de final de ano (oba!!) é bem difícil que consigamos tempo pra fazer dessas nos próximos meses. Então, amanhã vamos aproveitar. Mais cinco filmes. seguidos. aparentemente bem diferente uns dos outros. Tô animada, acho que vai ser uma rodada boa, de novo!
Pra ir finalizando, mas pra não perder o costume de falar de mim. Estou passando por alguns dias um pouco estranhos. Ando com sono, vontade de fazer nada, meio tristinha, meio mais pra lá do que pra cá. Acho, sinceramente, que é hormonal. Porque, ao mesmo tempo que tô me sentindo assim (que meu corpo está mandando sinais desse tipo), ao mesmo tempo ontem quando estava voltando do centro pra casa, no ônibus, escutando, música, de repente me dei conta do quanto eu estou feliz com os últimos acontecimentos. Sério. Nunca estive tão feliz em toda a minha vida!
“I want to vanish inside your kiss. Every day I love you more and more.”
É isso, gente! Um dia de cada vez. Cada coisa ao seu tempo. Filmes. Filmes. E filmes! E amor! Sempre!
Nos vemos em breve!
Beijos,
Pam

domingo, 19 de setembro de 2010

Special to me in my life...

"In a very unusual way,
One time I needed you,
In a very unusual way,
You were my friend.
Maybe it lasted a day,
Maybe it lasted an hour,
But somehow it will never end.
In a very unusual way,
I think I'm in love with you,
In a very unusual way,
I want to cry.
Something inside me goes weak,
Something inside me surrenders,
And you’re the reason why,
You’re the reason why.
You don’t know what you do to me.
You don’t have a clue.
You can’t tell what it’s like to be me
Looking at you.
It scares me so that I can hardly speak.
In a very unusual way,
I owe what I am to you.
Though at times
It appears I won’t stay,
I never go.
Special to me in my life,
Since the first day that I met you.
How could I ever forget you,
Once you had touched my soul.
In a very unusual way,
You’ve made me whole."

Não existe conversa melhor. Nem risadas melhores. Nem caretas melhores.
Certamente não existe filme algum que fique ruim na presença dela.
Mas que esforço a gente faz... vc tem razão!
De qualquer maneira, não deixa de ser especial. Não deixa de ser nós.
E eu gosto! Gostei muito da companhia de novo. muito!
"Coincidências do amor"
É...
Beijos!
Até o final do feriadão eu faço alguma resenha de filme... hehehe

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dear...

De repente eu tô aqui. em Torres. onde, no verão tava tudo atrapalhado (de novo, como agora) e, nessa época a gente tentou se afastar. não deu. a gente tava longe, mas falávamos sempre. só que no verão a praia tava um agito. era mais fácil. Agora tô aqui. na beira da praia. imensidão. vazio. silêncio. vento. pedras. mar. Quase igual a mim: imensidão. vazio. um turbilhão de pensamentos. saudades de você. Acho que quem parar um pouquinho aqui, fechar os olhos e silenciar vai escutar a inquietação maluca no meu peito.

Hoje de manhã assisti ao ótimo "Dear John" ou, para nós, "Querido John" e, de repente, vieram muitas coisas a minha cabeça. Tempo. Escolhas. Amor. Vida.

Ok, gente... eu faço cinema e sou metida a escritora desde, sei lá, meus 10 anos, eu viajo fundo na maionese, admito. Mas há quem diga que eu sou muito inteligente... bom, pelo menos eu me esforço pra isso. Gosto muito de estudar, ver coisas, experimentar coisas, sentir, viver cada segundo, cada momento.

Meu último ano foi inesquecível porque eu senti, vivi, experimentei e amei cada segundo de tudo! até os momentos difíceis, até as brigas, os erros, os meus e também os defeitos alheios. cada coisinha foi (e é) especial. foi (e é) amada.

O filme me fez acreditar um pouco mais na minha terapeuta. Sim, deixa eu explicar. Em uma das minhas consultas, falávamos sobre almas-gêmeas, amor pra todas as vidas, a pessoa certa... Eu disse que, mesmo assim meio inconstante, festeira, maluca e sem religião, que eu acreditava nessas coisas... que eu acredito no amor verdadeiro e único. Até porque, eu realmente sempre fui de não me apaixonar. quando acontece pra mim é mesmo pra valer. é tudo muito intenso. é entrega. E, certas coisas a gente só sabe, só percebe e só entende depois de um tempo. A verdade é que a vida é mesmo assim, meio "incoerente", meio totalmente imprevisível... sim, porque idade não é parâmetro pra vivência de vida. Acredito que aprender é exercício de uma vida inteira, devemos sempre querer melhorar, descobrir, aprender, desde crianças até os últimos dias de nossas vidas. E a vida é muito louca, alguns aprendem mais cedo outros mais tarde, uns só descobrem com o tempo, outros já nascem tendo que enfrentar um monte de coisas.. nada é certo, não existe uma regra. E acho até que isso é o bonito da vida. ninguém é igual a ninguém, nenhuma história é igual a outra. é tudo uma grande surpresa! E eu posso dizer com todo orgulho que, no auge dos meus 22 anos eu já vivi muitas das coisas que eu sonhei, já tomei na cara, já aprendi, já caí e já levantei. então, fica mais fácil perceber certos acontecimentos. Foi então que, no meio da nossa conversa, eu falei pra ela que, às vezes, de verdade, penso que encontrei o amor da minha vida ano passado... mas que, volta e meia, paro pra pensar que posso ser muito nova pra já ter encontrado. E então ela me retrucou dizendo que isso é besteira! disse que amor não tem idade, nunca é cedo e nunca é tarde. e que, às vezes, não é fácil aceitá-lo, entendê-lo, percebê-lo. O filme hoje mostrou muito disso, sabe? O amor, aquele único e verdadeiro. A entrega. As escolhas. As brigas. As palavras ditas. Os erros. As lembranças. A sintonia. O distanciamento. Tempo. Ainda amor. Vida real.

Não quero detalhar o filme porque muitos podem ainda não ter visto. Também não quero ficar comparando minha vida com filme... não sou mais nenhuma adolescente sonhadora. pelo contrário, meus pés estão super no chão, nos projetos que estão acontecendo, na produtora que tá crescendo, no telefone que toca com ofertas de emprego. cada dia tenho mais certeza que escolhi a profissão certa, faço o que amo. e o futuro me espera... que seja promissor! E então vou percebendo que trabalho no que eu mais amo e sempre quis. Estou mais madura diante dos problemas e das dificuldades. Estou mais forte, mais segura, mais independente, mais feliz quem sabe? Talvez... só que agora... agora tá faltando meu amor. Dizem que é na falta que a gente sente quando algo ou alguém é realmente importante pra nós. Eu sempre soube que era importante e realmente sempre pensei ser meu grande amor… só que agora isso está mais forte pra mim. “Sinto tanto sua falta que dói…”. Nunca foi tão difícil ficar longe de alguém. Nunca senti tamanho vazio. Não sei como será daqui pra frente. afinal, às vezes amar não basta. As escolhas, as dificuldades, as decisões… às vezes a vida apronta pra gente e desvia os caminhos. Mas desvios são temporários, uma hora a gente se encontra de novo. Nunca é muito cedo. Nunca é muito tarde para amar.

Falando assim parece bobagem. Às vezes até mesmo eu me acho meio boba, mas gostar, na verdade, é mesmo meio bobo, né? É muito forte o que eu sinto aqui dentro de mim, é tanto sentimento que julgo imposível verbalizar tudo que sinto. É meio enlouquecedor, eu diria. Volta e meia até perco a cabeça. Sei lá. É tudo muito doido. Vida doida essa. Cazuza já dizia. a gente já dizia. Espero que nosso desvio não seja muito longo e que em breve voltemos a nos cruzar nessa estrada.

Sinto tanta saudades…

Eu estou me sentindo tão triste. vontade de gritar. mas ao mesmo tempo parece que tem uma pedra sobre mim. uma frieza. um vazio. uma agonia inquieta. Antes disse estar em um curto-circuito. pode ser que seja isso. tô biruta... acho que a casca tá grossa demais.

Agora. aqui. de frente pro mar estou procurando um pouco de paz. um desabafo qualquer. um choro qualquer. um cantinho das nossas lembranças. um sorriso seu. Sei lá. Sei que estamos muito longe, mas algo me diz que, volta e meia, nossa sintonia nos coloca perto outra vez. Eu acredito em encontro de almas, encontros que vão além do plano físico. Foi assim com John e Savannah e é assim com a gente. Encontros e desencontros. outro filme. outra verdade. Só sei que… “Nos vemos em breve então…”

Tomara que sim.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Terror, amor

Frio em Porto Alegre. Vento gelado. Sol forte na rua. Bonito dia! Bom dia à todos!!
Ontem, um pouco antes de dormir, postei no twitter a minha indignação com a vida... é! Acho que não sei mesmo um monte de coisas, tá tudo tão confuso e tão atrapalhado que eu decidi jogar a toalha e levar a música do Zeca ao pé da letra...... "Deixa a vida me levar, vida leva eu..".......TENSO!!!......... mas, mais tenso ainda foi a tarde de ontem. Eu e a Mel (melhor amiga desde os primórdios), relembramos nossos velhos tempos, como sempre fazemos e, incrivelmente, sempre nos superamos. Eis que nos encontramos ontem, fomos na locadora, até não demoramos muito (milagre), fomos direto a prateleira dos dramas e nosso diálogo foi algo do tipo... Pam: O que tu tá a fim de ver?? Mel: Um filme bom. Pam: Hmm.. não sei, qual podia ser? Nos olhamos rapidamente.. eu dei um passo pro lado e olhei novamente para os dramas. E então a Mel: Vamos ver um filme ruim. Pam (rindo): Vamos pro terror então! Hahahaha. Sempre acabamos no terror. Mais um breve tempo em frente a prateleira. Olhamos alguns, lemos algumas sinopses e fomos embora com três dvds só por não querer ficar escolhendo muito tempo: "Terror no Cinema", "O colecionador de corpos" e "A casa dos 1000 corpos".. Uhuhu! Baixamos as persianas aqui de casa a fim de criar um clima suspense e lá fomos nós. Engatamos dois um atrás do outro. Primeiro: negrinho e "Terror no Cinema"....................... hmmm.. um breve silêncio...... Olha, nós já vimos muitos filmes ruins (MUITOS MESMO) e, sabíamos que esse seria bem ruim, escolhemos por isso, só pra poder tirar sarro.... dito e feito! Nossa! Foi pro topo da nossa lista, um dos piores filmes. Completamente mal solucionado. Uma história perdida em meio a muitos personagens péssimos, diálogos forçados, ambientes perdidos, péssimos cenários, elenco estilo "Zorra total" pra baixo (horrorosos), aproveito pra dar ênfase ao personagem gordo gigantesco e mudo.... meu Deus! Que piada! Olha.. digno de Framboesa de ouro.. horrível o filme! A fotografia então... o cara quis usar a subexposição e ficou muito mal resolvido. Em alguns momentos é imposível enxergar coisa alguma. Sem contar as várias cenas que a iluminação confunde, não se sabe se é de manhã cedo ou se é entardecer, várias quebras de luz de um plano pro outro.. olha, vergonhoso.. Mas, rimos muito! Terrir, né? Valeu, sempre vale porque o objetivo foi alcançado, tirar sarro, rir e debochar do filme. Se a gente fosse mais novas, certamente gravaríamos uma paródia.. digno! hehe. Maaasa, depois fomos MUITO bem recompensadas. Logo em seguida, fizemos pipoca e apostamos no único dos três que tinha grandes chances de ser bom. "O colecionador de corpos" cujo roteiro é assinado por Patrick Melton e Marcus Dunstan, mesmos roteiristas de "Jogos mortais", acerta do início ao fim. Pra dar um gostinho, o filme começa com uma casa, um casal chega, percebe um barulho estranho vai ver o que é, entram no quarto e encontram uma grande caixa, em cima um bilhete escrito "O colecionador", o homem abre e de repente é surpreendido por alguém. Esse é o início do filme.. Poxa! Já te pega desde aí, né? A gente fica querendo saber o que era a caixa, o que aconteceu com o casal, quem é o colecionador? Bom, em seguida somos apresentados a família protagonista da história e tudo começa a se desenrolar. Não quero contar muito do filme... ok, das pessoas que sei que lêem o meu blog, a maioria não é muito fã do gênero, mas mesmo assim, indico o filme e, quando gosto, não conto muitos detalhes que é pra não perder a graça. "Jogos mortais" surpreendeu muito e, olha, na minha humilde opinião, "O colecionador de corpos" não fica muito atrás... tenso, com muito sangue, muita tortura e muita perseguição (quase o tempo todo)... a agonia é garantida e o filme acerta na construção dos planos, no elenco, na foto e acerta muito no roteiro! É incrível! Eu andava tentando negar minhas raízes do horror, mas, depois do sucesso do "Ela só", resolvi me entregar.. Eu gosto mesmo do gênero, é o que mais gosto, tenho mais ideias de roteiro e, não se assustem, a verdade é que sinto prazer em ver esse tipo de filme... terminamos a sessão e eu estava me sentido orgulhosa de ter visto um filme tão bacana. Depois ainda fomos ver uns sites de terror e conversamos sobre alguns dos meus contos. Terminei a noite ontem com umas três ideias de roteiro, acho que em breve, muito em breve, eu invisto no gênero de novo. Vamos ver...
Bom, já falei mais do que queria. Deixo a dica então, pra quem curte tensão, muuuitoo suspense, sangue e roteiro inteligente, "O colecionador de corpos" é uma ótima pedida!
No mais a vida segue... Mais um dia com uma dor desgraçada no pescoço e um dia cheio, tem um monte de coisas pra fazer, amanhã também e depois de amanhã também.. ainda bem que segunda eu vou pra praia e férias! Tô louca pra fugir daqui um pouco. Sei que os problemas não tiram férias, eles sempre nos acompanham aonde quer que a gente vá.. mas, não custa tentar mais uma vez, né? Quero tentar fugir pelo menos dos meus pensamentos, ocupar minha cabeça com o mar, com a corrida, com documentários e roteiros. Ou sei lá, encarar a saudade de frente, deixar sentir, deixar chorar... não sei. Queria fugir dessa vontade de ter a pessoa por perto, entende? Mas vai ser difícil.. queria mesmo era ter ela de volta pra mim... Hmm.. depois desse post, penso que pode ficar mais difícil do meu desejo se realizar, né? Ela já achava que eu era meio psicótica e, agora, depois de saber que eu sinto prazer com filmes de terror... hehehe. Acho que a tendência é todo mundo começar a fugir de mim. hehe.
Ai ai.. entre terror e devaneios românticos vou indo trabalhar nessa manhã de quarta-feira. Bom dia e até logo!
Beijo beijo

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Piloto automático

Olá, olá!
Preciso começar fazendo um desabafo... eu preciso de férias!!! Tô muito cansada...
Enfim.. após o breve desabafo.. preciso dizer que estou um tanto quanto em dúvida sobre o rumo deste blog. Eis que algumas pessoas vieram me questionar sobre falar só sobre cinema.. Pois é, não acho que eu tenha falado tanto em termos técnicos ou próprios somente para aqueles que estudam cinema, todo caso, talvez não tenha problema eu tentar, de alguma maneira, mesclar minhas críticas/comentários/estudos cinematográficos com as minhas loucuras costumeiras.
Vou tentando e vocês vão me falando, ok? Sei dos muitos que lêem meus posts e nada comentam via internet, mas sei das visitas justamente pq todos comentam, pessoalmente, o que é ótimo! Portanto, qualquer sugestão/dúvida/reclamação, falem comigo! Eu quero fazer do blog algo interessante para mim que tanto gosto de escrever e para vcs (principalmente) tbm, afinal, todo bom cineasta, escritor, ator, etc.. precisa do público e eu preciso de vcs!
Preciso comentar que vivi uma overdose cinematográfica nos últimos dias, não tanto quanto eu gostaria, mas uma boa overdose. Que "Garota da vitrine" o quê?! "Bananas"??!!?? Falar da fotografia do "Eclipse"..?? Bem capaz que eu vou perder tempo com isso. Depois de ver "Mentiras sinceras", "O fantástico senhor raposo", "Encontro explosivo" e o perfeito "O escritor fantasma"... nossa! Não tem espaço pra se falar de outros filmes. Tive o imenso prazer de nos últimos três ou quatro dias, assistir a esses filmes que há pouco falei. Um melhor do que o outro. Mentiras, traições, crime, sinceridade a flor da pele, amor, paixão, calor, tensão, frio, morte, superação... "Mentiras sinceras" é um filme inglês que deixa a desejar em alguns quesitos, mas pouca coisa... acerta no título e acerta muito na realidade dos fatos, aquele tipo de filme que pega na ferida, vale a pena, vale a pena bater de frente com nossos temores, o filme faz isso, questiona, te faz pensar.. uma ótima pedida. E o senhor raposo com a voz do George Clooney?? Gamei, né?? Raposo casado com a senhora raposa, essa com a voz da Meryl Streep!!! Gamei mais ainda no casal! Animação muito mais do que sensacional! Filme divertido, muuuitooo bem feito e incrivelmente cativante, mesmo se tratando de uma raposinha nada sincera, o senhor raposo é um baita de um ladrão viciado em roubar galinhas, gansos e cidras.. hehe. Mas ainda com tantos crimes o filme é um arraso! Vale a pena total! Ontem a noite, cinema com as amigas e um "Encontro explosivo" na tela.. e que encontro! Cameron Diaz e Tom Cruise arrasam na tela, lindos, numa química deliciosamente sexy, engraçados e super em ação... o filme foi uma surpresa, não dava nada pra ele, fui pela gurizada, mas preciso dizer que a surpresa foi ótima! Adorei o filme! Boas sacadas, cenas de tirar o fôlego de todas as maneiras possíveis! Confiram! E, por último, mas nada menos importante, preciso dizer que Roman Polanski é um gênio!!! "O escritor fantasma" é, sem dúvida alguma, um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, senão é o melhor, hein?! PERFEITO! Perfeição nos planos e na montagem dos tempos e climas, roteiro incrível, elenco engajado, final exato. Uma delícia de assistir na tela grande, prazer imediato, satisfação mesmo por ver algo tão bem feito. Fiquei orgulhosa! Abro parênteses pra dizer que o Ewan está muito mais do que ótimo. Pierce arrasando como sempre. E a Kim embelezando a tela com a sua personagem não tão presente, mas muito importante. Definitivamente um dos melhores filmes dos últimos tempos!
Hoje estava planejando assistir a alguma coisa antes de dormir, mas devido a hora, já passa da meia-noite, ao sono que já bate e a dor que estou no meu pescoço, acho que vou deixar pra assistir algo com a Melina amanhã a tarde como combinamos. Ultimamente acho que tenho tentado me manter ocupada que é pra ver se não penso muito. Não pensem que quero me alienar, hein? Pelo contrário, adoro estudar, pensar e repensar.. mas, nesse momento estou meio que no piloto automático, sabe? As coisas estão meio que caminhando pq precisam caminhar, mas eu não tô fazendo nada muito detalhado entende?? Não tô conseguindo pensar muito profundamente em nada, nem em coisas de trabalho e nem no pessoal. Tá tudo muito embaralhado. Nem o trabalho que tá indo tão bem eu tô conseguindo fazer direito. Talvez depois das férias eu consiga voltar ao ritmo. Por enquanto, a única coisa na qual eu consigo manter o foco e me distrair, é nos filmes! E assim vou indo. O dia hoje foi chuvoso, a cada minuto mais frio, a cada minuto um pouco mais de saudade. É sério.. acho que nunca pensei que fosse ser assim... não tô deixando de fazer coisa alguma, não estou triste e nem trancada em casa, mas definitivamente não sei bem o que estou fazendo.. deixo o automático me levar.. quando me dou conta é final de dia e você não está aqui... sempre falta alguma coisa, mas o negócio é seguir... Espero que volte.. tudo é mais fácil e mais bonito com você.
Ok, misturei cinema, com poesia, com pensamentos, com questionamentos, com desejos, com sequelas dessa madrugada fria.
Culpa do piloto... ele é automático, gente!! Essas tecnologias adoram dar um curto-circuito. Esse é um bom termo.. acho que estou em curto-circuito... daqui a pouco eu volto ao normal, tomara que sim.
Beijos!

quinta-feira, 18 de março de 2010

All you need is love!

Se pararmos pra pensar, todo amor começa do nada. A pessoa amada, de início, é um completo estranho do qual nada sabemos, nada entendemos, mas que, de alguma maneira, causa em nós um certo fascínio. Às vezes a primeira vista. Às vezes aos poucos. Às vezes pra sempre.

“Hello, stranger.” Início que marcou o filme “CLOSER” e que, para mim, retrata perfeitamente o início de uma inusitada paixão. Dois completos estranhos andando nas ruas movimentadas da cidade grande que se conhecem ao acaso e, não por acaso, iniciam um relacionamento e ficam juntos por um bom tempo intenso em cada segundo. Entre idas e vindas, casos, acasos, traições, brigas, amores, desamores e completa tensão. “CLOSER”, para mim, é um dos filmes que melhor fala sobre “os problemas” de amar. Afinal, nem tudo são flores, nem tudo sempre é só amor em um relacionamento. Amar e ser amado são tarefas complicadas. De repente percebemos que aquele “estranho” virou um alguém de tamanha importância que, simplesmente, não podemos mais viver sem.

O mais incrível de tudo é que essa pessoa de repente vem através de um alguém que a gente nunca imagina que pudesse conhecer de perto, se interessar, se afeiçoar, ser um verdadeiro amor. E quando eu falo disso, me vem a cabeça o maravilhoso “O encantador de cavalos” que traz um Robert Redford no papel de um homem do campo, encantador de cavalos nada amistoso e uma Kristin Scott Thomas totalmente urbana, cheia de neuroses e inquietações. Duas pessoas completamente diferentes, mas que por razões do destino se encontram e descobrem o verdadeiro “soft place” um do outro. Numa das cenas mais envolventes que já vi, os dois dançam juntos sem dizer uma palavra sequer e, pelos leves movimentos corporais, mãos, pernas, respiração, olhares, percebemos a verdadeira paixão à flor da pele. Ela está ali para ajudar a filha e seu foco não muda, mesmo apaixonada ela prefere dar prioridade a família e volta à cidade deixando seu amor para trás.

Eu me pergunto se isso é certo ou se é errado?? Acho que tudo na vida tem o momento e a hora certa para acontecer e acho que muitas vezes o que queremos não é a melhor decisão a ser tomada. Nesse sentido preciso abrir um parênteses rápido para falar da minha personagem preferida na história das séries e filmes, a Samantha ( Kim Cattrall em “Sex and the city”) é a prova viva da mulher forte, independente, que curte a vida de todas as maneiras possíveis, hesitante no amor, mas apaixonada. A Sam se apaixonou três vezes, na minha opinião, durante o seriado inteiro, mas ela nunca deixou seus ideais e suas prioridades de lado, mesmo apaixonada ela sempre foi consciente em suas decisões. Impossível não se emocionar com a cena em que Richard consegue amolecer Samantha e fazer com que ela se entregue a paixão. Os dois vivem uma grande história de amor, mas por desgaste emocional, ciúme e medo, a Sam reúne suas forças e acaba o namoro. Às vezes eu penso que ela tomou a decisão errada. O Sex faz eu filosofar tanto, mas é sério, acho que ela deveria ter insistido um pouco mais... Por isso que fica essa questão do certo ou errado. Até onde está o limite do amor e dos ideais? Do coração e da razão? A linha é tênue e as decisões são capazes de mexer com nossos sentimentos mais profundos...

Mas é aí que entra a verdadeira atriz que compôs os papéis das mulheres mais fortes do cinema, Meryl Streep marcou com todas as mulheres que a vimos interpretando na tela. No belíssimo e fascinante “Entre dois amores” ela vive com Robert Redford um amor que demora a se desenrolar, os dois negam, evitam, desconversam até se entregarem a mais tórrida das paixões. Mas os dois têm personalidade forte o que causa conflitos, distância, problemas, mas o amor... ah! O amor daqueles dois! Ficou marcado na minha memória a personagem da Meryl esperando ele voltar das longas viagens e a chegada dele quando os dois sentavam horas para conversar, matar a saudade, se amar. Nossa! Química perfeita dos dois. Delicioso de ver.

Mas, o meu favorito, avassalador e inesquecível filme de amor, sem dúvida alguma é “As pontes de Madison” protagonizado também pela diva Meryl Streep, narra a clássica história de amor proibido, amor verdadeiro, amor “impossível”, amor eterno. A cena mais emocionante de todos os tempos, aquela que me deixou em completa agonia durante cada segundo é o momento em que a personagem da Meryl está dentro do carro com o marido e enxerga o amante e verdadeiro amor dela, interpretado por Clint Eastwood, na caminhonete em sua frente com a sua medalha presa ao espelho esperando que ela vá embora com ele. Ela está com a mão na maçaneta da porta, sem dizer nada, só através do olhar sabemos que ela quer ir com ele, mas não consegue deixar o marido e os filhos. O carro do amante vai embora e ao lado do marido ela chora. Impressionante, inebriante, apaixonante! Só de escrever eu já enchi os olhos de lágrimas.

Simplesmente complicado.

E é, a partir desse filme que lembro de “Chéri”, que também conta a história de dois apaixonados que não sabem “o que fazer com o amor”. O jovem em dúvida e enlouquecidamente apaixonado. Ela com medo do preconceito, com medo de privá-lo de outras histórias, com medo do que está sentindo. Julgo que a decisão dos dois foi uma das mais mal tomadas das histórias de amor. É estranho como às vezes o gostar demais atrapalha, acho que ficamos com a sensação de que não é normal gostar tanto e então temos medo.

Outro filme marcante é “Moulin Rouge” que também fala de paixão avassaladora, de preconceito, de muito gostar e muito temer. Primeiro a negação, depois a entrega e o desfecho triste.

Dizem que a arte imita a vida. Eu já tenho achado que a vida imita a arte. Pra mim tem sido assim. É tudo tão intenso, tão verdadeiro e tão especial que às vezes parece irreal como um filme... mas, na verdade, é tudo puro sentimento! Reparem que eu falei basicamente de histórias de amor que não são como contos de fada, são possíveis de acontecer, não para todos, mas possíveis de alguma maneira... histórias de amor complicadas, com finais tristes, dúvidas, inquietações, idas e vindas, medo. Começamos conhecendo uma pessoa em algum lugar qualquer, do nada (ou por tudo), nos afeiçoamos, nos apaixonamos, nos acostumamos ao que é bom, encontramos nosso porto seguro, dividimos nossas semelhanças e aprendemos com as diferenças, procuramos manter nossos ideais equilibrando com os ideais alheios, choramos a cada despedida, nos entregamos de corpo e alma a cada reencontro, aceitamos a paixão e vivemos todas as sensações de um grande amor, surgem as dúvidas e os medos então decidimos jogar tudo longe, sofremos, choramos, negamos a falta por algum tempo, mas é impossível esquecer um verdadeiro sentimento, às vezes fica difícil voltar e de repente desistimos, ou melhor, guardamos o amor... gostar demais incomoda, precisar de alguém incomoda, sofrer por alguém incomoda, mas será que é certo desistir? Todos esses filmes têm finais tristes ou, no mínimo, finais não perfeitos, mas todos eles retratam amores eternos, que vencem as barreiras do tempo e até mesmo as barreiras da morte.

Meryl Streep e suas personagens marcantes, mulheres a frente do tempo, apaixonadas, entregues. Robert Redford e seus personagens de amores mal resolvidos, charmosos, encantadores, solitários. Histórias que contam sobre sentimentos que duram uma vida e até mais do que isso. E que fazem a gente pensar sobre as decisões de nossas próprias vidas. Será que vale mesmo deixar um grande sentimento de lado para viver outras coisas? Não será possível unir os dois? Admiro e me espelho muito na Samantha, mas constantemente me questiono se às vezes não seria melhor ela simplesmente se entregar a paixão? Acho que temos uma tendência hoje em dia em não acreditar em nós mesmos e de repente nos travamos. Sendo que, é muito mais difícil viver negando, do que simplesmente deixar acontecer. Melhor pagar pra ver no que dá do que viver uma vida se arrependendo do que não foi feito. “Chéri” é um filme que ficou muito na minha cabeça porque fala exatamente sobre isso. Sobre duas pessoas que querem muito uma mesma coisa, mas que tem medo de realmente se entregar ao que estão sentindo ou porque acham que amar não basta e, por isso, decidem “se libertar”, um do outro, para vivenciar outras coisas. Só que, detalhe, tal decisão termina em tragédia. Acho que as coisas acontecem porque têm que acontecer. Não falam que quando estamos sofrendo, às vezes é melhor deixar doer? Pois eu digo, talvez às vezes, seja melhor deixar amar.

Simplesmente complicado. Simplesmente amor.

Peço perdão pelo texto enorme. Dizem que não se mistura negócios com prazer, né? Pois é.. eu misturei blog de cinema com sentimentos e pensamentos pessoais. Ficou tudo meio confuso, eu sei. Não é de se estranhar, é assim mesmo que a minha cabeça está, um turbilhão de pensamentos e confusões. Mas não podia deixar de escrever. Na verdade eu havia pensado em fazer uma análise diferente desses filmes, acabei indo por uma linha distante do que havia pensado, percebi e resolvi deixar assim. É complicado fazer uma resenha para todos esses filmes então deixo assim, mais pessoal do que cinematográfico. São filmes dos quais gosto muito e questionamentos que venho me fazendo em meio as minhas muitas perturbações e a imensa saudade que em apenas dois dias já me tomou por completo. O que vai além das palavras muitas vezes fala mais do que elas próprias. O que está nas entrelinhas é o que realmente importa... Texto doido. História louca essa, né? Quem precisa entender esse post e que vai perceber as entrelinhas, essa pessoa eu tenho certeza que vai ler, vai saber que é pra si e vai entender cada detalhe...

"I will love you until my dying day" *

Na próxima eu prometo que focalizo no cinema! Alguém tem algum pedido?? Estou pensando em trazer o gênero do qual sou fanática de carteirinha e no qual estou trabalhando dentro de um dos filmes que estou em pré-produção na faculdade. O que acham de um pouco de terror para o próximo post? Nos vemos em breve!

Beijos,

Pam


*and after this too!