Ensaio Book Ana diária 1

Ensaio Book Ana diária 1
31 de outubro de 2012
"I just wanna be free. I just wanna be me."

quinta-feira, 18 de março de 2010

All you need is love!

Se pararmos pra pensar, todo amor começa do nada. A pessoa amada, de início, é um completo estranho do qual nada sabemos, nada entendemos, mas que, de alguma maneira, causa em nós um certo fascínio. Às vezes a primeira vista. Às vezes aos poucos. Às vezes pra sempre.

“Hello, stranger.” Início que marcou o filme “CLOSER” e que, para mim, retrata perfeitamente o início de uma inusitada paixão. Dois completos estranhos andando nas ruas movimentadas da cidade grande que se conhecem ao acaso e, não por acaso, iniciam um relacionamento e ficam juntos por um bom tempo intenso em cada segundo. Entre idas e vindas, casos, acasos, traições, brigas, amores, desamores e completa tensão. “CLOSER”, para mim, é um dos filmes que melhor fala sobre “os problemas” de amar. Afinal, nem tudo são flores, nem tudo sempre é só amor em um relacionamento. Amar e ser amado são tarefas complicadas. De repente percebemos que aquele “estranho” virou um alguém de tamanha importância que, simplesmente, não podemos mais viver sem.

O mais incrível de tudo é que essa pessoa de repente vem através de um alguém que a gente nunca imagina que pudesse conhecer de perto, se interessar, se afeiçoar, ser um verdadeiro amor. E quando eu falo disso, me vem a cabeça o maravilhoso “O encantador de cavalos” que traz um Robert Redford no papel de um homem do campo, encantador de cavalos nada amistoso e uma Kristin Scott Thomas totalmente urbana, cheia de neuroses e inquietações. Duas pessoas completamente diferentes, mas que por razões do destino se encontram e descobrem o verdadeiro “soft place” um do outro. Numa das cenas mais envolventes que já vi, os dois dançam juntos sem dizer uma palavra sequer e, pelos leves movimentos corporais, mãos, pernas, respiração, olhares, percebemos a verdadeira paixão à flor da pele. Ela está ali para ajudar a filha e seu foco não muda, mesmo apaixonada ela prefere dar prioridade a família e volta à cidade deixando seu amor para trás.

Eu me pergunto se isso é certo ou se é errado?? Acho que tudo na vida tem o momento e a hora certa para acontecer e acho que muitas vezes o que queremos não é a melhor decisão a ser tomada. Nesse sentido preciso abrir um parênteses rápido para falar da minha personagem preferida na história das séries e filmes, a Samantha ( Kim Cattrall em “Sex and the city”) é a prova viva da mulher forte, independente, que curte a vida de todas as maneiras possíveis, hesitante no amor, mas apaixonada. A Sam se apaixonou três vezes, na minha opinião, durante o seriado inteiro, mas ela nunca deixou seus ideais e suas prioridades de lado, mesmo apaixonada ela sempre foi consciente em suas decisões. Impossível não se emocionar com a cena em que Richard consegue amolecer Samantha e fazer com que ela se entregue a paixão. Os dois vivem uma grande história de amor, mas por desgaste emocional, ciúme e medo, a Sam reúne suas forças e acaba o namoro. Às vezes eu penso que ela tomou a decisão errada. O Sex faz eu filosofar tanto, mas é sério, acho que ela deveria ter insistido um pouco mais... Por isso que fica essa questão do certo ou errado. Até onde está o limite do amor e dos ideais? Do coração e da razão? A linha é tênue e as decisões são capazes de mexer com nossos sentimentos mais profundos...

Mas é aí que entra a verdadeira atriz que compôs os papéis das mulheres mais fortes do cinema, Meryl Streep marcou com todas as mulheres que a vimos interpretando na tela. No belíssimo e fascinante “Entre dois amores” ela vive com Robert Redford um amor que demora a se desenrolar, os dois negam, evitam, desconversam até se entregarem a mais tórrida das paixões. Mas os dois têm personalidade forte o que causa conflitos, distância, problemas, mas o amor... ah! O amor daqueles dois! Ficou marcado na minha memória a personagem da Meryl esperando ele voltar das longas viagens e a chegada dele quando os dois sentavam horas para conversar, matar a saudade, se amar. Nossa! Química perfeita dos dois. Delicioso de ver.

Mas, o meu favorito, avassalador e inesquecível filme de amor, sem dúvida alguma é “As pontes de Madison” protagonizado também pela diva Meryl Streep, narra a clássica história de amor proibido, amor verdadeiro, amor “impossível”, amor eterno. A cena mais emocionante de todos os tempos, aquela que me deixou em completa agonia durante cada segundo é o momento em que a personagem da Meryl está dentro do carro com o marido e enxerga o amante e verdadeiro amor dela, interpretado por Clint Eastwood, na caminhonete em sua frente com a sua medalha presa ao espelho esperando que ela vá embora com ele. Ela está com a mão na maçaneta da porta, sem dizer nada, só através do olhar sabemos que ela quer ir com ele, mas não consegue deixar o marido e os filhos. O carro do amante vai embora e ao lado do marido ela chora. Impressionante, inebriante, apaixonante! Só de escrever eu já enchi os olhos de lágrimas.

Simplesmente complicado.

E é, a partir desse filme que lembro de “Chéri”, que também conta a história de dois apaixonados que não sabem “o que fazer com o amor”. O jovem em dúvida e enlouquecidamente apaixonado. Ela com medo do preconceito, com medo de privá-lo de outras histórias, com medo do que está sentindo. Julgo que a decisão dos dois foi uma das mais mal tomadas das histórias de amor. É estranho como às vezes o gostar demais atrapalha, acho que ficamos com a sensação de que não é normal gostar tanto e então temos medo.

Outro filme marcante é “Moulin Rouge” que também fala de paixão avassaladora, de preconceito, de muito gostar e muito temer. Primeiro a negação, depois a entrega e o desfecho triste.

Dizem que a arte imita a vida. Eu já tenho achado que a vida imita a arte. Pra mim tem sido assim. É tudo tão intenso, tão verdadeiro e tão especial que às vezes parece irreal como um filme... mas, na verdade, é tudo puro sentimento! Reparem que eu falei basicamente de histórias de amor que não são como contos de fada, são possíveis de acontecer, não para todos, mas possíveis de alguma maneira... histórias de amor complicadas, com finais tristes, dúvidas, inquietações, idas e vindas, medo. Começamos conhecendo uma pessoa em algum lugar qualquer, do nada (ou por tudo), nos afeiçoamos, nos apaixonamos, nos acostumamos ao que é bom, encontramos nosso porto seguro, dividimos nossas semelhanças e aprendemos com as diferenças, procuramos manter nossos ideais equilibrando com os ideais alheios, choramos a cada despedida, nos entregamos de corpo e alma a cada reencontro, aceitamos a paixão e vivemos todas as sensações de um grande amor, surgem as dúvidas e os medos então decidimos jogar tudo longe, sofremos, choramos, negamos a falta por algum tempo, mas é impossível esquecer um verdadeiro sentimento, às vezes fica difícil voltar e de repente desistimos, ou melhor, guardamos o amor... gostar demais incomoda, precisar de alguém incomoda, sofrer por alguém incomoda, mas será que é certo desistir? Todos esses filmes têm finais tristes ou, no mínimo, finais não perfeitos, mas todos eles retratam amores eternos, que vencem as barreiras do tempo e até mesmo as barreiras da morte.

Meryl Streep e suas personagens marcantes, mulheres a frente do tempo, apaixonadas, entregues. Robert Redford e seus personagens de amores mal resolvidos, charmosos, encantadores, solitários. Histórias que contam sobre sentimentos que duram uma vida e até mais do que isso. E que fazem a gente pensar sobre as decisões de nossas próprias vidas. Será que vale mesmo deixar um grande sentimento de lado para viver outras coisas? Não será possível unir os dois? Admiro e me espelho muito na Samantha, mas constantemente me questiono se às vezes não seria melhor ela simplesmente se entregar a paixão? Acho que temos uma tendência hoje em dia em não acreditar em nós mesmos e de repente nos travamos. Sendo que, é muito mais difícil viver negando, do que simplesmente deixar acontecer. Melhor pagar pra ver no que dá do que viver uma vida se arrependendo do que não foi feito. “Chéri” é um filme que ficou muito na minha cabeça porque fala exatamente sobre isso. Sobre duas pessoas que querem muito uma mesma coisa, mas que tem medo de realmente se entregar ao que estão sentindo ou porque acham que amar não basta e, por isso, decidem “se libertar”, um do outro, para vivenciar outras coisas. Só que, detalhe, tal decisão termina em tragédia. Acho que as coisas acontecem porque têm que acontecer. Não falam que quando estamos sofrendo, às vezes é melhor deixar doer? Pois eu digo, talvez às vezes, seja melhor deixar amar.

Simplesmente complicado. Simplesmente amor.

Peço perdão pelo texto enorme. Dizem que não se mistura negócios com prazer, né? Pois é.. eu misturei blog de cinema com sentimentos e pensamentos pessoais. Ficou tudo meio confuso, eu sei. Não é de se estranhar, é assim mesmo que a minha cabeça está, um turbilhão de pensamentos e confusões. Mas não podia deixar de escrever. Na verdade eu havia pensado em fazer uma análise diferente desses filmes, acabei indo por uma linha distante do que havia pensado, percebi e resolvi deixar assim. É complicado fazer uma resenha para todos esses filmes então deixo assim, mais pessoal do que cinematográfico. São filmes dos quais gosto muito e questionamentos que venho me fazendo em meio as minhas muitas perturbações e a imensa saudade que em apenas dois dias já me tomou por completo. O que vai além das palavras muitas vezes fala mais do que elas próprias. O que está nas entrelinhas é o que realmente importa... Texto doido. História louca essa, né? Quem precisa entender esse post e que vai perceber as entrelinhas, essa pessoa eu tenho certeza que vai ler, vai saber que é pra si e vai entender cada detalhe...

"I will love you until my dying day" *

Na próxima eu prometo que focalizo no cinema! Alguém tem algum pedido?? Estou pensando em trazer o gênero do qual sou fanática de carteirinha e no qual estou trabalhando dentro de um dos filmes que estou em pré-produção na faculdade. O que acham de um pouco de terror para o próximo post? Nos vemos em breve!

Beijos,

Pam


*and after this too!

Um comentário:

  1. Eai Pan,vim te visitar e espero que retribua
    Sou tudo isso tambem só que acrecente o teatro na frente rsrsr. Espero podermos trocar experiências, vc esta no Rio?
    http://ator-camaleao.blogspot.com/
    divulgue:
    SELEÇÃO (ATRIZ) PARA O CURTA: "MEU CACHORRÃO"
    Sinopse:
    História com ares Rodriguianos. Casal bem casado, o marido tem o costume de teclar em salas de bate papo, conhece uma mulher com Nick de bandida. Os dois têm uma transa virtual e depois disso resolvem se conhecer. No dia do encontro ambos descobrem que são marido e mulher. O marido mata a mulher e depois...
    Personagens:
    Lucia/Bandida - Mulher, dona de casa chic e fiel ao marido
    Rubens/cachorrão – Homem, adora teclar em salas de bate papo
    Nadine – manicure, fofoqueira, meio burra e engraçada
    Obs:
    A ser realizado pela turma de áudio visual da CUFA com toda estrutura do curso, por ser um trabalho de curso não tem cachê.
    Em compensação o material será divulgado em Festivais e os atores ficaram cadastrados para futuros trabalhos do grupo e da Cia. Camaleões do diretor do filme Murilo
    Se quiser fazer o teste envie e-mail com currículo para: murilomelo_5@hotmail.com
    bjs...além de tudo vc é um gata

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