Ensaio Book Ana diária 1

Ensaio Book Ana diária 1
31 de outubro de 2012
"I just wanna be free. I just wanna be me."

segunda-feira, 8 de março de 2010

Noite inesquecível

Ressaca (maravilhosa) pós- Oscar! Definitivamente uma noite surpreendentemente deliciosa! Aliás, meu dia inteiro ontem foi ótimo, repleto de cinema e, melhor, de ÓTIMO cinema! Fiz uma maratona com a minha prima, depois pai, mãe, irmão, vimos quatro filmes: "Um homem sério" dos malucos, porém geniais, irmãos Cohen; "Preciosa - uma história de esperança" do sensível Lee Daniels; "Distrito 9" do pouco conhecido, mas que, provavelmente chegou para ficar com a sua visão inovadora e técnicas incríveis, Neill Blomkamp e por último, mas não menos importante; "Um sonho possível" do ótimo John Lee Hancock. Os quatro filmes eram concorrentes ao prêmio de melhor filme no Oscar e os quatro filmes são impecáveis, ótimos e, cada um, com sua história conseguiu, de alguma maneira, me fazer pensar, o que é perfeito, pois acho que filme bom é aquele que te faz refletir ou pelo menos pensar sobre algo. Adorei os quatro, mas quero abrir um parênteses para falar de dois deles antes de comentar sobre a noite do Oscar. "Um homem sério" foi uma total surpresa para mim já que eu havia apenas lido uma pequena sinopse sobre o filme e sentei para ver sem ter a menor ideia do que realmente me esperava até porque, dos irmãos Cohen nós sempre podemos esperar qualquer coisa. E, de fato, eles voltaram com tudo no que eles sabem fazer de melhor "humor negro". Eles concorreram na categoria de Melhor Roteiro Original, detalhe, roteiro esse que tem um quê (ou um muito) de auto-biográfico, levando-se em conta que eles teriam escrito a história de Larry, personagem principal, baseado na história de vida de seu pai. O filme é incrível, mas é muito doido. Você ri, fica com pena, fica sem entender nada, fica curioso, fica preso a tela, é demais! Mas, preciso avisar àqueles que não gostam de filmes que deixam questões em aberto e que não gostam de filmes sem pé nem cabeça, não vejam! Porque o filme é assim o tempo todo. Para o meu gosto, foi perfeito, admito que fiquei um pouco confusa e com uma pontinha de raiva no final, mas gosto quando uma história me provoca tais sensações. Uma ótima experiência de loucuras. Não levou nenhum prêmio da academia e deve ser um filme de pouco apelo de público, mas eu gostei bastante. Ah! Sem esquecer que a fotografia do filme é linda! O trabalho leva o nome de Roger Deakins que faz uma interessante mistura de tons frios e quentes, trabalha com desfoque, entre outras técnicas, muito bom. Enfim, a melhor surpresa dos quatro filmes, sem dúvida nenhuma foi Sandra Bullock (veterana e eterna namoradinha da América, finalmente ela foi indicada e ganhou o prêmio por Melhor atriz) no sensacional "Um sonho possível". Baseado em uma história real, muitos podem dizer que a história já está batida, que todo mundo já viu filmes como esse, blablabla... mas, quem falar isso, está completamente enganado. Ok, talvez o filme tenha um enredo de redenção já bastante conhecido na história do cinema, mas ele aborda de uma maneira tão tocante e realista que você, lá pelas tantas se pergunta: "Poxa, por que eu também não posso ajudar alguém?". A história é de mudanças não só para Michael, o jovem negro de passado difícil ajudado por Leigh Ann Tuohy (Sandra Bullock). Toda a família Tuohy cresce junto à esse garoto tão especial que passa a ser parte da família também. É sensacional a forma com que Leigh Anne e Michael vão se relacionando e, de fato, se tornando mãe e filho. Não ganhou na categoria de Melhor filme, mas ganhou, muito mais do que merecidamente, na categoria de Melhor atriz, já que a Sandra deu um show do início ao fim apresentando uma personagem marcante, forte, tocante, incomparável e, provavelmente, inesquecível!
Acho que já me estendi demais, mas por um lado até foi bom, afinal não quero ter muito espaço para falar sobre o Oscar. Não quero, pelo menos por enquanto, dar minhas opiniões mais concretas, até porque, a grande surpresa da noite foram as 6 estatuetas dadas ao filme "Guerra ao terror" que, confesso, estava meio sem vontade de ver e ainda não assisti. Agora quero muito ver e conferir esse trabalho tão elogiado e comentado. Confesso também que, mesmo não conhecendo o grande vencedor da noite, fiquei bastante contente por dois motivos: primeiro porque, para uma estudante do último ano de Cinema, é um grande estímulo e uma grande alegria ver uma diretora mulher (Kathryn Bigelow) ganhar o prêmio de Melhor direção e também Melhor filme; segundo porque, acreditem, eu não gostei de "Avatar"!! Não me entendam mal, tiro meu chapéu para o trabalho de James Cameron, ele é, com certeza, um gênio do Cinema e já se consagrou como diretor e eterno inovador com os seus recordes de bilheteria e prêmios. Acho que "Avatar" inovou na maneira de abordar temas atuais, achei incrível toda a cultura e história daqueles personagens e, definitivamente, os efeitos especiais do filme são sensacionais, tais como a fotografia belíssima de Mauro Fiori (ganhador do Oscar na categoria), mas eu não gostei do filme. Achei o roteiro em si, insosso e com vários furos, achei o filme comprido, me cansou e eu não via a hora de acabar o filme pra eu poder esticar as pernas e comer alguma coisa. Desculpem àquele que gostaram do filme, mas não é meu estilo e eu não gostei. Volto a dizer que admiro e tiro meu chapéu para a genialidade, irreverência e perfeição técnica de James e sua equipe. Como estudante, adoradora e tomara futura cineasta, eu assisto de tudo e sempre tiro alguma coisa boa de todos os filmes que eu assisto, "Avatar" não faz meu estilo pessoal de filme, mas admito que é uma obra inesquecível do cinema contemporâneo e que, sem dúvida ficará para história, não só pelos recordes, mas pela inovação toda proporcionada pelo filme. Bom, de qualquer maneira, a noite foi de "Guerra ao terror" o que deixou muita gente de boca aberta, inclusive eu, mas que tenho certeza foi uma boa escolha por parte da academia. Como ainda não vi o filme, prefiro não comentar muito, deixo para depois, mas volto a dizer que estou muito feliz por uma mulher ter ganho (lembrando que foi ridículo o comentário de Rubens Ewald Filho dizendo que normalmente mulher só faz filme do gênero comédia romântica, mas que Kathryn faz filme de ação.... quem viu TNT sabe que ele falou.. desnecessário, melhor se tivesse ficado quieto, mas nada que tenha ocultado o momento de Kathryn), é muito legal e estimulante ver uma mulher falando de guerra e política, assuntos atuais e importantes e que ela soube tratar de maneiras corretas a ponto de alcançar o mundo inteiro através de um filme de baixo orçamento, mas de técnicas, roteiro e direção impecáveis.
Foi uma noite ótima! Pra fechar, Alec Baldwin e Steve Martin, mesmo aparecendo relativamente pouco, arrasaram no bom humor! George Clooney não ganhou nada e estava um pouco sério, mas ainda assim marcou presença com seu charme e beleza, sem contar que estava na boca do povo já que várias pessoas que passaram pelo palco falaram no nome dele. Assim como falaram em Meryl Streep, recordista em indicações, esse ano comemorou a sua 16a mais uma vez sem vitória, mas ainda assim estava linda, simpática e maravilhosa como sempre! Ela não precisa ganhar pra saber que é a melhor atriz da atualidade.
É isso aí então, povo! Falei mais do que queria, mas foi inevitável. Falar de Oscar sempre rende muito pano pra manga.
Enfim, nos vemos na semana!
Beijos e até!

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