De repente eu tô aqui. em Torres. onde, no verão tava tudo atrapalhado (de novo, como agora) e, nessa época a gente tentou se afastar. não deu. a gente tava longe, mas falávamos sempre. só que no verão a praia tava um agito. era mais fácil. Agora tô aqui. na beira da praia. imensidão. vazio. silêncio. vento. pedras. mar. Quase igual a mim: imensidão. vazio. um turbilhão de pensamentos. saudades de você. Acho que quem parar um pouquinho aqui, fechar os olhos e silenciar vai escutar a inquietação maluca no meu peito.
Hoje de manhã assisti ao ótimo "Dear John" ou, para nós, "Querido John" e, de repente, vieram muitas coisas a minha cabeça. Tempo. Escolhas. Amor. Vida.
Ok, gente... eu faço cinema e sou metida a escritora desde, sei lá, meus 10 anos, eu viajo fundo na maionese, admito. Mas há quem diga que eu sou muito inteligente... bom, pelo menos eu me esforço pra isso. Gosto muito de estudar, ver coisas, experimentar coisas, sentir, viver cada segundo, cada momento.
Meu último ano foi inesquecível porque eu senti, vivi, experimentei e amei cada segundo de tudo! até os momentos difíceis, até as brigas, os erros, os meus e também os defeitos alheios. cada coisinha foi (e é) especial. foi (e é) amada.
O filme me fez acreditar um pouco mais na minha terapeuta. Sim, deixa eu explicar. Em uma das minhas consultas, falávamos sobre almas-gêmeas, amor pra todas as vidas, a pessoa certa... Eu disse que, mesmo assim meio inconstante, festeira, maluca e sem religião, que eu acreditava nessas coisas... que eu acredito no amor verdadeiro e único. Até porque, eu realmente sempre fui de não me apaixonar. quando acontece pra mim é mesmo pra valer. é tudo muito intenso. é entrega. E, certas coisas a gente só sabe, só percebe e só entende depois de um tempo. A verdade é que a vida é mesmo assim, meio "incoerente", meio totalmente imprevisível... sim, porque idade não é parâmetro pra vivência de vida. Acredito que aprender é exercício de uma vida inteira, devemos sempre querer melhorar, descobrir, aprender, desde crianças até os últimos dias de nossas vidas. E a vida é muito louca, alguns aprendem mais cedo outros mais tarde, uns só descobrem com o tempo, outros já nascem tendo que enfrentar um monte de coisas.. nada é certo, não existe uma regra. E acho até que isso é o bonito da vida. ninguém é igual a ninguém, nenhuma história é igual a outra. é tudo uma grande surpresa! E eu posso dizer com todo orgulho que, no auge dos meus 22 anos eu já vivi muitas das coisas que eu sonhei, já tomei na cara, já aprendi, já caí e já levantei. então, fica mais fácil perceber certos acontecimentos. Foi então que, no meio da nossa conversa, eu falei pra ela que, às vezes, de verdade, penso que encontrei o amor da minha vida ano passado... mas que, volta e meia, paro pra pensar que posso ser muito nova pra já ter encontrado. E então ela me retrucou dizendo que isso é besteira! disse que amor não tem idade, nunca é cedo e nunca é tarde. e que, às vezes, não é fácil aceitá-lo, entendê-lo, percebê-lo. O filme hoje mostrou muito disso, sabe? O amor, aquele único e verdadeiro. A entrega. As escolhas. As brigas. As palavras ditas. Os erros. As lembranças. A sintonia. O distanciamento. Tempo. Ainda amor. Vida real.
Não quero detalhar o filme porque muitos podem ainda não ter visto. Também não quero ficar comparando minha vida com filme... não sou mais nenhuma adolescente sonhadora. pelo contrário, meus pés estão super no chão, nos projetos que estão acontecendo, na produtora que tá crescendo, no telefone que toca com ofertas de emprego. cada dia tenho mais certeza que escolhi a profissão certa, faço o que amo. e o futuro me espera... que seja promissor! E então vou percebendo que trabalho no que eu mais amo e sempre quis. Estou mais madura diante dos problemas e das dificuldades. Estou mais forte, mais segura, mais independente, mais feliz quem sabe? Talvez... só que agora... agora tá faltando meu amor. Dizem que é na falta que a gente sente quando algo ou alguém é realmente importante pra nós. Eu sempre soube que era importante e realmente sempre pensei ser meu grande amor… só que agora isso está mais forte pra mim. “Sinto tanto sua falta que dói…”. Nunca foi tão difícil ficar longe de alguém. Nunca senti tamanho vazio. Não sei como será daqui pra frente. afinal, às vezes amar não basta. As escolhas, as dificuldades, as decisões… às vezes a vida apronta pra gente e desvia os caminhos. Mas desvios são temporários, uma hora a gente se encontra de novo. Nunca é muito cedo. Nunca é muito tarde para amar.
Falando assim parece bobagem. Às vezes até mesmo eu me acho meio boba, mas gostar, na verdade, é mesmo meio bobo, né? É muito forte o que eu sinto aqui dentro de mim, é tanto sentimento que julgo imposível verbalizar tudo que sinto. É meio enlouquecedor, eu diria. Volta e meia até perco a cabeça. Sei lá. É tudo muito doido. Vida doida essa. Cazuza já dizia. a gente já dizia. Espero que nosso desvio não seja muito longo e que em breve voltemos a nos cruzar nessa estrada.
Sinto tanta saudades…
Eu estou me sentindo tão triste. vontade de gritar. mas ao mesmo tempo parece que tem uma pedra sobre mim. uma frieza. um vazio. uma agonia inquieta. Antes disse estar em um curto-circuito. pode ser que seja isso. tô biruta... acho que a casca tá grossa demais.
Agora. aqui. de frente pro mar estou procurando um pouco de paz. um desabafo qualquer. um choro qualquer. um cantinho das nossas lembranças. um sorriso seu. Sei lá. Sei que estamos muito longe, mas algo me diz que, volta e meia, nossa sintonia nos coloca perto outra vez. Eu acredito em encontro de almas, encontros que vão além do plano físico. Foi assim com John e Savannah e é assim com a gente. Encontros e desencontros. outro filme. outra verdade. Só sei que… “Nos vemos em breve então…”
Tomara que sim.
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