Ensaio Book Ana diária 1

Ensaio Book Ana diária 1
31 de outubro de 2012
"I just wanna be free. I just wanna be me."

sábado, 23 de janeiro de 2010

N.I.N.E!!!!!

Quase nove anos depois do lançamento do maravilhoso “Chicago”, Rob Marshall novamente presenteia à nós, espectadores, com o belíssimo e igualmente maravilhoso, NINE. Foi um imenso e delicioso prazer ir na pré-estréia dessa obra perfeitamente construída para o cinema baseada em um espetáculo da Broadway, por sua vez baseado no filme “8 ½ de Fellini”. O filme é um show do início ao fim. Um show de história. Um show de atuações. Um show de danças. Um show de músicas.

O filme conta a história de Guido, um diretor de cinema que está sem inspiração alguma para escrever o roteiro do seu próximo filme que tem o início das filmagens marcado para dali a dez dias. Guido é um homem intenso, perturbado, bêbado, fumante completamente viciado, apaixonado pelas mulheres e por sexo, um gênio do cinema e um marido ausente. Seus últimos filmes foram fracassos de público e de mídia e a imprensa não mede esforços para confrontá-lo com perguntas indiscretas e insinuações de que ele perdeu o jeito para o seu ofício. Guido é um homem autêntico e com forte personalidade e não se deixa abater por essa imprensa incansável. Em meio a sua crise de falta de inspiração, ele recebe a ajuda de todas as mulheres que passaram pela sua vida. Mãe. A primeira prostituta que conheceu, ainda quando era criança. A sua figurinista e amiga de todos os momentos. A jornalista inteligente e sexy. A sua musa e principal atriz da maioria de seus filmes. A esposa, atriz, fã e apaixonada companheira. A amante. E é através delas que ele faz uma viagem pelo seu passado, presente e futuro, buscando encontrar inspiração para o roteiro, mas principalmente inspiração para sua vida. Guido procura mesmo por respostas à suas angústias, medos, escolhas e pensamentos.

O filme é um espetáculo! Sou uma fã assumida e enlouquecida dos musicais e, mais uma vez, saí do cinema muito satisfeita com o que vi. Fico muito feliz quando consigo perceber o sentimento dos atores e atrizes dentro do filme. E, nos musicais normalmente é fácil perceber isso. Lembro de quando assisti “Mamma mia” pela primeira vez, me apaixonei de cara e até comentamos, eu, meu irmão e minha prima, como era fácil perceber o quanto aquele elenco havia se divertido durante as filmagens. Em NINE é assim também. Estão todos muito naturais, muito felizes, exalando paixão e arte em cada passo, em cada música, em cada cena. Kate Hudson está muito mais do que de parabéns, seu número musical “Cinema Italiano” é um dos melhores do filme e, não só pela música maravilhosa, mas pela ótima atuação dela. Ela se diverte dançando, cantando e interagindo com aqueles modelos e dançarinas a sua volta, ela faz caras e bocas, sorri, dança, canta e encanta. É sensacional! Marion Cotillard com a incrível canção “Take it all” também surpreendeu muito e rendeu bons momentos com sua belíssima cena de striptease misturada a uma certa discussão de relação. Ela está divina no filme e todos os seus números são incríveis. Penélope Cruz arrasou na sua representação da amante saudosa ao telefone. Sua música, sua representação, sua dança, seu erotismo e sua sensualidade estão na medida certa da sua personagem e da história. Fiquei orgulhosa e feliz por estar assistindo a uma bela interpretação da Penélope mais uma vez. Mas, preciso dizer que, surpreendentemente, já que não estava esperando muito, minha cena favorita é a da Fergie. “Be italian” é uma das melhores músicas do filme e, com certeza, a apresentação mais bonita e impecável de todas. Para quem gosta de música e dança, assim como eu, é de encher os olhos, tamanha emoção que provoca. É uma cena intensa, explode vermelho, música forte, dança contagiante. Eu me emocionei de verdade. Os olhos encheram-se de lágrimas. Muito lindo. Muito bem feito. Uma delícia! Só vendo para entender a perfeição dos movimentos, da composição de quadro, da mistura com as cenas do passado, da perfeita união com a história. E, não posso deixar de falar, do sempre maravilhoso, Daniel Day-Lewis que, mais uma vez, deu vida à um grande personagem. A meu ver ele está perfeito tanto nas cenas musicais como nas cenas perturbadas daquele diretor louco e perdidão que estamos vendo. Daniel esbanje talento, muita naturalidade, charme e sensualidade. Eu também queria ser uma das musas de Guido... impossível não se encantar por alguém tão interessante.

Para falar rapidinho de termos técnicos, quero apenas salientar, a belíssima fotografia do filme, assinada mais uma vez por Dion Beebe, também de “Chicago”. Gostei muito das misturas de texturas, do preto-e-branco, das cores salientadas: roxo, vermelho, preto, prata!, do incrível show de iluminação e da maravilhosa composição de quadro. De resto, mais um vez também vemos uma montagem incrível e um desenho de som impecável.

Não posso negar que Rob repetiu realmente muita coisa do Chicago. Talvez ele não tenha acrescentado muitas coisas a esse seu novo musical, mas não acho que eles sejam filmes que possam ser comparados. São histórias completamente diferentes, épocas diferentes, lugares diferentes, situações diferentes. Acho que Rob repetiu sim, mas repetiu as coisas que deram certo primeiro e que, para mim, deram certo novamente. “Chicago” é um de meus filmes favoritos, porque toda vez que o assisto sinto as mesmas emoções que senti da primeira vez que assisti ao filme. NINE me ganhou do início até o último segundo dos créditos... me apaixonei! Comigo, Rob Marshall acertou nas duas vezes, “Chicago” e NINE estão na minha lista de favoritos, já ganham pontos na frente por serem musicais, mas devido à perfeição com que foram feitos tomaram conta de meu coração.

Espero não ter entregado muita coisa do filme. Vale muito a pena assistir! Já havia ficado com raiva domingo passado quando, no Globo de Ouro, premiaram “Se beber, não case” como melhor filme comédia ou musical. Fiquei chateada porque não gostei do filme e porque claramente “Julia e Julie” era melhor do que essa comédia mais ou menos. Agora, depois de assistir a NINE ontem fiquei mais chateada ainda, porque é muito mil vezes melhor do que qualquer um que estava naquela lista de indicações . Acho que, mais uma vez, premiaram devido à divulgação na mídia e apelo de público que, realmente “Se beber, não case” teve muito, mas em termos de produção, direção e história, NINE passa muito na frente. Enfim, deixa pra lá, o melhor do cinema é justamente isso, não é mesmo? É o poder de provocar diferentes opiniões e percepções nas pessoas a que assistem aos filmes. Que chatice seria se todos nós pensássemos iguais. Ainda bem que tá muito longe de ser assim. Fica aqui a minha dica, não deixem de assistir NINE e espero vocês para que possamos conversar e trocar idéias sobre esse e outros filmes. Lembrando que aqui o espaço é pra todo mundo. Dou minhas opiniões, mas quero muito saber a de vocês. O maior objetivo do blog é conversar sobre cinema e, sem dúvida alguma, o melhor de conversar é poder ter opiniões diferentes e idéias diferentes que possam nos ajudar a refletir e construir melhor nossas opiniões, além de sempre ser um prazer falar de filmes. Então, espero por vocês!

Agora assistirei a outro filme, em casa, em DVD. Dependendo, amanhã ou depois já faço um novo post. Vamô que vamô! Está oficialmente aberto o blog de cinema!

Beijos,

Pam Hauber

Um comentário:

  1. Tô loca pra ver "Nine"! Se assistir um musical em casa já emociona, no cinema é de sair cantando e dançando heh. Não entregou muito do filme não, apenas fiquei com mais vontade de assisti-lo. Amo musicais, pena que não é tão produzido como antigamente, com exceções de High School Musical né? heh. Adorei teu blog, virei mais vezes comentar :)
    Besos, Lou.

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