É com muito orgulho que venho nessa madrugada falar de um filme brasileiro. Um filme jovem, audacioso, que fala de coisas sérias – e fala bem – mas que fala também de adolescência, dos conflitos, da vida fácil, das risadas, dos namoros, dos questionamentos, das dificuldades. Enfim. Um filme sincero. Gostoso de assistir. Com um elenco que conta com nomes já conhecidos como dos fofos Paulinho Vilhena e Caio Blat, da nova sensação gracinha Fiuk, mais José Carlos Machado e Gustavo Machado. Participação especial de Denise Fraga no papel da mãe de dois adolescentes, ela surpreende ao fazer essa mulher trabalhadora, séria, que vive uma crise no casamento e ainda precisa arranjar tempo pra cuidar dos filhos, arrasou na interpretação! E, pra finalizar, apresentando os novatos, Francisco Miguez, Gabriel Illanes, Gabriela Rocha e Julia Barros.
Que filme! Saí do cinema comentando com a minha prima que eu fico pensando sempre: Por que será que filmes como esse são pouco divulgados no Brasil??
Bom, ou eles realmente são pouco divulgados. Ou eu é que ando meio desinformada. Ou talvez seja um pouco dos dois.
Confesso que eu já tinha visto alguma coisinha aqui ou ali sobre o filme, tanto que, há muito estava interessada em saber mais sobre ele. Só que eu fui no cinema assistir meio que na cara e na coragem. Mal sabia a história. Na verdade eu fui ver porque tinha um horário dele que era interessante de encaixar na nossa grade do dia da maratona de filmes. Que bom que fui! Que bom que assisti! Por isso que eu falo, talvez se mais pessoas soubessem o quão é legal, mais pessoas iriam assistir. O filme é muito bom! Como falei antes, gostoso demais de assistir! Por que só tem um mega marketing do Tropa de elite 2?? Eu acho que o cinema brasileiro precisa de mais planejamento, propaganda, construção e público sólido! Precisamos conquistar espectadores. Agora é a hora de chamar o povo pra sala de cinema assistir aos nossos filmes, principalmente quando são bons, como esse que aqui falo.
Óbvio, não vamos exagerar... não é uma super produção com efeitos mirabolantes e roteiro genial. E que bom que não é assim! Se você está procurando por algo desse tipo, realmente, desista de assistir à esse. Mas, preciso dizer que As melhores coisas do mundo funciona bem demais sendo assim simples. É a adolescência perfeitamente retratada na tela do cinema e com várias pitadas de temas super atuais e muito importantes de serem debatidos, pensados e colocados de frente pra galera mesmo. Temas como homossexualidade, – o pai do personagem principal se separa da mulher para ir morar com um homem mais jovem – depressão e suicídio, - o personagem do Fiuk passa por sérios problemas ao acabar um namoro de longa data, - política estudantil, paixões platônicas, sexo, timidez... entre vários outros temas. O filme é, de fato, muito bacana mesmo! Vale super a pena!
Uma boa distração com doses necessárias e, na medida, de conscientizações interessantes.
Sem contar que é impossível não ter uns flashbacks da nossa própria adolescência. É um show de remember. Hehehe. Mas é bom só pra lembrar mesmo... porque, adolescência já deu o que tinha que dar há muito tempo. Foi bom naquela época. Foi bom de ver no filme, mas não dá saudade não.. Prefiro muito mais agora!
Enfim... um belo filme!
E, detalhe importantíssimo, que faço questão de salientar, o filme é dirigido por uma mulher!! E muito bem dirigido por sinal! Créditos para Laís Bodanzky. Adoro saber que as mulheres estão conquistando cada vez mais e mais espaço no mercado audiovisual brasileiro e também mundial! Vamos lá, mulherada! Temos que mostrar a que viemos!
Vou ficando por aqui!
Ainda não sei qual será o próximo filme a ser comentado. Estou pensando com carinho.
Beijos e beijos,
Pam
Boa madrugada!
“Coração, coragem. Pra qualquer viagem. Pra qualquer sermão.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário