Sabe quando tem uma coisa que a gente conhece há muito tempo, mas que às vezes acaba passando meio que despercebido pelos nossos olhos? E então, de repente, como um sopro de vento essa “coisa” volta, bate e fica. Foi algo nesse gênero que aconteceu comigo nessas últimas semanas.
Vou me arriscar a pisar em território “desconhecido” e, ao invés de falar em cinema, - aproveito até para abrir um parênteses pra contar que, nesse sábado dia 21 estou me formando em Produção Audiovisual pela PUCRS, que sonho! – me arriscarei e falarei um pouco de música.
Acho que não existe pessoa nesse mundo que não goste de música. E eu não sou diferente, aliás, sou uma completa fascinada por música e, quem me conhece, sabe... sou verdadeiramente eclética. Escuto desde nacional ao internacional mais desconhecido. Do rock ao pop. Do sertanejo ao samba. Escuto qualquer coisa e acabo sempre gostando de quase tudo.
E a música, assim como os filmes, mexe comigo de um jeito tão forte que sinto na pele, sinto no dia a dia, sinto na alma. Eu sou muito ligada as muitas energias que movem o mundo. Gosto de perceber as sensações. De me entregar aos gostos. De experimentar. De sentir o corpo todo arrepiar. Sou toda emoção. Gosto de lembrar dos cheiros. De ouvir as vozes. De admirar as pessoas como elas são de verdade.
Gosto de me entregar. E é sobre isso que quero falar hoje. Entrega. E música.
Uma breve história pra vocês poderem entender o que me aconteceu. Ando por uma fase de ouvir músicas românticas, ou para os íntimos, as músicas “dor de cotovelo”, as companheiras dos conturbados relacionamentos humanos. Eis que estava em uma maré total Roberto Carlos. Estava chegando o dia dos pais e eu resolvi presentear o meu com algo tal qual pudéssemos os dois curtir juntos, felizes e amarradões, foi então que comprei cds e DVD do especial “Elas cantam Roberto”. Meu pai adora o rei e tinha adorado o show quando passou na TV. Eu adoro as músicas do rei também, adorei o show quando passou na TV e adoro ouvir as meninas. Desde sempre que prefiro ouvir músicas cantadas por mulheres, prefiro o timbre, as interpretações, o charme feminino, sei lá, gosto bem mais. O presente acabou sendo dele, mas meu também... ok, confesso que me escalei junto no presente, mas ele adorou de qualquer maneira e é isso que importa. O fato é que o DVD ficou com ele em casa, mas os CDs acabaram por ir passear comigo no meu carro. Ouvi o cd um e gostei muito. Marília Pêra arrasa! Ouvi o cd dois........ música dois... uma voz rouca. Forte. Sexy. Muito interessante. “...tudo certo como dois e dois são cinco...” Me apaixonei na mesma hora! Eu reconheci a voz. Marina Lima. Maravilhosa! De repente eu estava ouvindo a música, uma, duas, três, quatro, cinco vezes seguidas. E, quando eu achava que tava demais, eu deixava o cd ir um pouco mais pra frente, ouvia mais uma ou duas adiante e voltava para a Marina. Além da letra, composta por Caetando Veloso, ser sensacional, a interpretação da Marina está arrasadoramente ótima! Não é um simples cantar, é um sentir, é um expressar cada sílaba do que está sendo dito naquela letra. Sério, eu senti como se ela estivesse sentada ao meu lado, ali no banco do carona. (Que bom se ela estivesse!) Ela canta com tamanha energia e beleza que eu fiquei boba, apaixonada, enlouquecida pela música também, mas principalmente, por ela. Todas as vezes que ouço me arrepio toda, sorrio sozinha porque é inexplicavelmente muito bom de ouvir, muito bom. Eu já conhecia a Marina, mas me veio uma vontade muito louca de conhecê-la mais e mais e mais. Faz dias que eu venho pensando, ouvindo as músicas no carro, em casa, guardando uma vontade tremenda de contar pra alguém que eu tô vidrada. E então hoje eu me entreguei a Marina completamente! Encontrei-a no twitter e já tô seguindo seu perfil, li sua biografia, li algumas entrevistas, escutei suas músicas, conversei com a minha prima e com o meu irmão sobre a carreira dela, olhei suas fotos e li seu blog!! E que maravilha o que vi!! Além de excelente cantora, linda de morrer (que mulher!), muito carinhosa com os fãs, ela é uma tremenda escritora! E não só de música, mas de histórias, de pensamentos, de compartilhamentos. Que coisa boa ler o que ela escreve. Que coisa boa descobrir a Marina.
Eu acredito que a vida é uma constante descoberta e redescoberta. Talvez eu tenha demorado muito tempo pra encontrar essa artista maravilhosa, mas que bom que eu a encontrei. Gosto e escuto muitas coisas, mas sou fã de carteirinha de algumas poucas e, definitivamente, estou assinando com louvor minha paixão certeira por essa cantora brasileira que arrasa muito no vocal e na vida! Que história. Que sucesso. Que carreira. Que mulher!
Em uma das entrevistas ela disse que não quer mais saber de aventuras, que está a procura de um companheiro ou uma companheira que possa ficar ao seu lado, construir um relacionamento e tudo mais. Entendi que estava a procura. E até o jornalista finalizou a matéria no site perguntando algo do tipo: “Alguém se candidata?”. Não sei se a Marina continua a procura, mas... eu me candidato. Que mulher!
Eu sou uma eterna defensora das mulheres, da voz ativa de quem acredita por uma causa, daquelas que fazem acontecer, que expressam seus sentimentos, que são fortes, mas são doces, que trabalham com coração, que amam as almas e não apenas o que vemos pelo exterior. Eu defendo, acredito e amo tudo aquilo que vai além.
Acho que a Marina leva a diante um muito disso. Ela é um exemplo, em todos os sentidos. Canta, expressa, ama, cuida, sente, fala o que quer falar e fala bem! Isso é que importa. Que mulher!!
Em meio as muitas coisas que li hoje sobre ela, encontrei uma matéria que disse que a Marina gosta muito de Porto Alegre, que passou uma temporada de ensaios por aqui e até que tem uma empresa na nossa cidade. Que bacana seria poder conversar com uma mulher assim, como ela, fiquei pensando um monte sobre isso. Fazer um documentário com ela. Divagar sobre várias coisas. Pedir pra ela cantar uma música qualquer. Convidar ela pra dar uma volta. Conhecer ela melhor. Passar uma madrugada batendo papo. Sei lá. Que mulher! Que orgulho saber que ela existe. Que prazer seria poder conhecê-la. quem sabe um dia?!? Que honra seria. Como eu quero.
Eu sou muito intensa em tudo que faço, falo, sinto. Talvez esse post tenha saído muito dos padrões do que eu normalmente escrevo. Mas, a verdade é que eu escrevo há muito tempo e, volta e meia dá a louca mesmo e eu simplesmente escrevo. Gosto de falar sobre aquilo que tá aqui, no peito. Essa semana tá uma correria por causa da formatura, dos trabalhos que estão vindo, do cansaço de sempre perder o sono por volta das duas da madrugada (tipo agora), mas ainda assim precisar acordar cedo. Enfim... o fato é que (re)descobrir a Marina nesses últimos tempos, foi como um suspiro, uma brisa refrescante, um sossego em meio ao turbilhão. Que mulher! Alegra meus dias, me faz cantar, me faz sorrir! Coisa boa! Marina soprou, bateu e ficou na minha vida, daqui pra frente, pra sempre!
Obrigada por tudo, Marina! Você é maravilhosa!!!!!!
Beijos,
Pâmela Hauber
PS.: nos próximos dias eu volto com filmes, amor, canções, Marina, um pouco ou um muito de mim, enfim, eu volto...
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