Ensaio Book Ana diária 1

Ensaio Book Ana diária 1
31 de outubro de 2012
"I just wanna be free. I just wanna be me."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PLIM!!


“Às vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada” essas foram (aproximadamente) as palavras ditas por Ketut para Liz em Comer, rezar, amar.
Plim! Aquela frase apareceu no telão e grudou na minha cabeça. A primeira coisa que fiz ao sair do cinema foi anotá-la em meu caderninho.
Comer. Rezar. Amar.
Descobrir. Encontrar a si mesmo. Entregar.
De repente eu me vi completamente envolta dentro do filme a ponto que, de vez em quando minha prima falava alguma coisa e eu respondia, mas nem sabia direito o que estava falando... eu realmente viajei junto com a Liz e aqueles personagens todos. Me emocionei com a coragem e com as experiências incríveis pelas quais aquela mulher passou.
Se eu pudesse. Ou melhor, se um dia eu puder. Gostaria também de poder fazer alguma coisa parecida com a que ela fez. A verdade é que as pessoas em um geral têm a tendência de nunca estarem satisfeitas com o que tem. Muitos por desprezo. Outros por desapego, talvez. Outros porque gostam de fazer tipo. E outros porque realmente ainda não têm algo que, do meu ponto de vista é essencial... auto-conhecimento! Isso foi uma das coisas que conversei (consciente) com a minha prima em um breve momento durante o filme. Ela me olhou e disse algo assim: “Ela tem dinheiro, trabalho, um monte de caras que estão a fim dela, tudo bem, tudo certo, mas ela não está feliz”. E eu respondi: “Isso é porque ela não está feliz com ela mesma. Eu sempre disse que as pessoas precisam primeiro ser felizes sozinhas, se conhecerem, entrar em contato com seu eu interior, pra depois ter o resto”. Eu sempre falo isso. Na verdade, acho que no cinema não falei com palavras tão complexas, mas, o que importa é que é esse o meu pensamento. E, hoje em dia, tá todo mundo sempre tão preocupado em seguir uma rotina, em fazer tudo como manda a regra, cumprindo tabus, olhando só para um mesmo lugar, entre outras loucuras humanas.. enfim, o fato é que simplesmente, quase sem querer, muitos se esquecem de viver. De se conhecer. De viajar pelo mundo e ver coisas diferentes. De saborear uma boa refeição. De experimentar bebidas. De se entregar ao verdadeiro amor. De se desafiar. De sentir. De seguir o coração e aquietar a mente.
Às vezes eu me sinto um pouco como a Liz porque volta e meia tenho uns rompantes... uns momentos de loucura... sei lá... uma incerteza muito grande diante das coisas... uma vontade de chorar... de fugir... não sei. Só que, ao mesmo tempo, eu consigo enxergar que, nos últimos dois anos da minha vida eu venho conquistando todas as coisas que eu sempre sonhei: minha profissão, planos de trabalho (sem rotina porque detesto), caminhos financeiros, venho me sentindo mais madura, encontrei o amor, a pessoa certa, a que eu sempre quis. Mas, não... não pensem que vou virar mais um robozinho igual aqueles seres-humanos de que falei ali em cima, não vou me esquecer de viver. O importante é sentir, renovar, amar todos os dias a pessoa que está ao seu lado de maneira tão intensa, entregue e verdadeira a ponto que a chama nunca apague, viver, viajar, ter história pra contar. Sempre pensei assim. Dá medo sonhar tanto, mas, de repente, parece tão certo e tão possível. Eu acredito.
Só que, mesmo com tantos sonhos realizados, planos e ideais, ainda assim os rompantes continuam acontecendo. Talvez seja só hormonal mesmo, essas coisas de mulher. Ou pode ser também que talvez eu não me conheça tão bem como imaginei que me conhecesse. Estranho isso, mas vendo o filme bateu uma vontade de tentar entender certas coisas que se passam aqui dentro. De meditar. De entrar em contato comigo. Acho que pode ser isso o que está faltando.
A Liz, mesmo quando se encontrou. Quando estava diante do amor da sua vida. Ela não conseguiu expressar seus sentimentos, não conseguiu embarcar com ele, simplesmente fugiu. Eu me sinto assim muitas vezes. Ta tudo ali, na minha frente. Pronto. Exato. Como sempre sonhei. O amor da minha vida. Tudo. Mas às vezes parece difícil expressar. Acho que, como ela, às vezes também tenho medo. A vida assusta. Mas eu quero entrar naquele bote!! Eu quero embarcar nessa. Quero muito. Mais que tudo..
Nossa! Esse filme me fez pensar em muitas coisas. Itália. Índia. Bali. Culturas diferentes. Religião. Amor. Equilíbrio. Tantas coisas tão exatas. Tantas coisas inspiradoras. É fato que o filme me trouxe uma vontade súbita (e louca) de auto-conhecimento, de meditação e até de religião. Mas, com certeza, o filme veio pra reforçar e pra me mostrar ainda mais claramente (se é que isso é possível) que tudo que eu sempre busquei está vindo até mim, muito antes do que eu poderia sonhar. Eu venho buscando o equilíbrio há bastante tempo até... De loucuras, minha adolescência ficou farta. Entrei na vida adulta atrás do equilíbrio e acho que venho estabelecendo ele aos poucos. Confesso que, mesmo sentindo tão intensamente, tive medo de tamanhos sentimentos, tamanho amor esse que invadiu minha vida. No meio de toda a minha busca pelo equilíbrio me surgiu o mais verdadeiro amor que eu poderia imaginar e sim, deu medo. Acho que por isso a frase foi importante pra mim, foi um conforto, uma paz e veio pra me dar forças a minha certeza de investir no que eu sinto aqui, no coração... esse é quem nos guia pelos melhores caminhos. “Às vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada”. Nosso equilíbrio está a salvo. Por amor tudo vale e tudo se complementa.
Que satisfação assistir a esse filme.
Bom, não preciso nem comentar que ele ganhou a maratona disparado, né? Então.. é com muita desilusão que eu digo que essa foi a pior de todas as maratonas. A lista ficou: Comer, rezar, amar – Atividade Paranormal 2 – O solteirão – Tropa de elite 2 – Homens em fúria. Ok. Admito que Tropa de elite 2 foi bom, mas acho que não é o filme em si que é bom, e sim a crítica social que ele traz, essa sim é genial! Mas isso é papo pra outro dia. O terror deixou MUITO a desejar. O último, olha, não chegou a estragar a noite, mas com certeza chateou a minha noite, muito ruim. E nem mesmo o maravilhoso Michael Douglas deixou O solteirão mais interessante, o filme é muito estranho, terei que pensar melhor sobre ele.
Acho que é isso. No meio desse turbilhão emocional que venho vivendo nos últimos dias, Comer, rezar, amar veio como um suspiro de pensamentos positivos e uma certeza (mais forte do que nunca) que tudo depende da gente querer e viver. Com vontade. Com amor. Com coração.
Tô super cansada. Já é mais de uma hora da manhã. Mas meu coração estava inquieto querendo falar. Como sempre escuto o bichinho, vim fazer o post antes de dormir. Sei que foi um pouco longo, mas espero que gostem.
Beijos e até a próxima!
Pam

2 comentários:

  1. Pam, também pirei com o livro e o filme... adorei teu post... adorei... o segredo é esse... AUTOOOO.... CONHECIMENTOOOOOOO... E ATRAVESSARRRR QUANDO ESTAMOS AMANDO... risos ...

    Beijos

    Karen

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  2. Estranho como tu sempre consegue ter os posts certos e eu leio eles na hora certa!

    Sou fã demais #)

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